sexta-feira, 11 de abril de 2025

Diocleia ou Olho de boi








Descobri (amém google fotos) a identificação desse cipó maravilhoso que anda embelezando meu caminho pro trabalho, pelas fotos que encontrei no google fiquei curiosa pra pegar sementes (que aparentemente era usada pelas crianças pra queimar os amigos antigamente) e que são grandes, redondas e muito bonitas, usadas pra fazer biojóias. Mas como elas só chegam em julho eu tratei de pegar um galho mesmo pra tentar tirar umas mudas por estacas aqui em casa, se tudo der certo logo eu levo la pro sitio pra plantar perto da cerca.
 

quarta-feira, 9 de abril de 2025

Um manifesto

 

Nos últimos meses as árvores tomaram muito a minha atenção: uma busca por diferentes espécies, nativas, pra tentar recriar um bioma acabou me levando a conhecer e aprender muita coisa.

No início desse período era a época mais quente do ano e de presente o agronegócio elegeu o mês do fogo no Brasil e a região foi fortemente afetada, eu me lembro nitidamente de reparar em um início de floração de ipês amarelos, mas que depois de alguns dias de queimadas e de sol coberto por fumaça essa floração foi interrompida, lembro também que o ipê branco, de floração conhecidamente curta, teve três florações, resultado das ondas de calor intensas.

Nesse mesmo período os ipês amarelos começar a florir de verdade colorido minha estrada pro trabalho.

A partir desse momento eu pode perceber o relóginho das árvores girando. Um mes de ipês amarelados e logo que essa floração começa a murchar as flores roxas fascinantes dos jacarandás começam a se espalhar, no seu ritmo. Os ipês ficam pelados, parecendo até árvores mortas mas é somente uma fase do seu ciclo completamente natural e saudável; assim como o ipê amarelo, o jacarandá também sustenta uma floração de um mês, e nesse período começou a chover uma chuva esperada e rala, longe do que os ciclos gostariam, e ainda assim, quando as roxas terminaram de cair no chão começaram a brotar tapetes vermelhos suspensos pelos troncos dos flamboyants e no encalço dessas flores, as folhas dos jacarandás e dos ipês voltaram a brotar vigorosamente, deixando as irreconhecíveis.

pensar nesses ciclos fez com que eu lembrasse por que o tempo é organizado em ciclos de 12 meses, vai ser somente nessa época do próximo ano que os flamboyants vão começar a abrir suas flores vermelhas novamente e ainda que os crimes ambientais e suas consequências estejam provocando alterações no processo, enquanto houverem estações e ciclos climaticos certamente o ciclo se repetirá 

Tudo isso pra dizer que observar esse ciclo me fez pensar que nós, animais humanos, cada vez mais afastados dos ciclos organicos e da nossa identificação enquanto seres vivos, cada vez mais sendo incentivados e forçados a nos comportarmos com máquinas estáveis e imutáveis temos sido cada vez menos pacientes com nossos ciclos, cada vez menos respeitamos nossas fases, não conhecemos nossos sinais.

Como é possível que as folhas caiam, que as flores abram, que os pássaros migrem, que os filhotes nasçam, que a chuva caia e que os alecrins dourados esperem que nada mude em seu ciclo de vida? Desejar ser tão estável a ponto de não ser influenciado por nada é como desejar não estar vivo. Quando vamos poder voltar a estarmos vivos ?

A exemplo dos outros seres vivos eu defendo que devemos buscar compreender nossos ciclos e fases e descobrir a beleza deles como eu descobri a do das árvores.

Realmente nada muda na virada do dia 31 de dezembro para o dia 1° de janeiro, mas a compreensão de que um novo ano é um novo ciclo não é algo místico, é científico, é biológico e é poético.

Lutemos sim contra o fogo, contra o agro, contra a mercantilização da saúde, da ciência, contra a mecanização e exploração da vida, e lutemos conhecendo nossas armas, nossos recursos nossas potências e a natureza mutável de todas essas coisas.




terça-feira, 14 de julho de 2020

Bê toca aquela! meu primeiro IGTV

    Oi, Aqui é a Bê!!! Eu to muito feliz porque descobri como anexar meu igtv em postagens do blog e bora de contar a história desse vídeo.
    Estava eu entre meus altos e baixos do distanciamento social refletindo sobre como algumas pessoas começaram a produzir mais conteúdo tanto artístico como informativo na internet nesse período, o que faz bastante sentido ja que estamos em carência de interação social (alguns de nós), somei esses pensamentos a algo que um professora minha e psicanalista falou em várias palestras (lives) de que a melhor forma de lidar com essa situação nova e imprevisível é criar (seja o que for). 
    E em um bela noite enquanto lavava louça e ouvia minha playlist de mpb começa a tocar Dançando (Agridoce) e eu me recordei de quando eu tentei aprender a tocar ela no piano, e que depois aprendi no violão; lembrei de quando eu pegava o violão em catalão me pediam "toca aquela, Bê, você sabe aquela bem calminha que você sempre toca" 
    Eu fui sentindo surgir uma criação extremamente significativa e de repente veio a ideia de fazer a banda de uma mulher só, eu passei alguns dias ensaiando, mudando e aperfeiçoando o projeto e no fim esse foi o vídeo pronto, cada vez que eu assisto gosto mais dele


 

quinta-feira, 2 de julho de 2020

Receita: O Pão caseiro do amor



    Oi, aqui é a Bê, não sei se ainda existem pessoas que caem aqui por acidente mas sigo esporadicamente postando coisas que acho legal compartilhar e ao mesmo tempo registrar. Estamos (ou estou) em quarentena e algo que me traz satisfação nesse período de angustias múltiplas é cozinhar. Uma das coisas que eu criei o habito de fazer com frequência em casa é esse pão caseiro bem simples que porém tem um efeito maravilhosos de produção caseira, simplicidade e felicidade, então resolvi compartilhar a receita (que aprendi com a minha mãe) pra caso alguém (inclusive eu no futuro)  queira produzir esse pãozinho de felicidade pra desfrutar só ou acompanhado, da família, dos amigos e da paixão, a unica coisa que peço é que se for convidar a galera pro café espera a pandemia acabar, vamos la!

quinta-feira, 5 de março de 2020

Sobre auto estima, padrão de beleza e auto aceitação.


    Essa sequência de fotos ilustra bem um exercício que eu tenho feito incansavelmente na vida desde muito nova e outro contrário que eu comecei recentemente. E é sobre isso que eu quero escrever hoje, isso é, sobre auto estima, padrão de beleza e auto aceitação.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

Fauna Local


Mato e Imagem.

Pra começar eu vou voltar a me comportar como uma artista rebelde, nada de fotos do mês, projeto fotográfico, 52 Weeks, nada dessas coisas que ficam tentando me encaixotar, eu vou postar umas fotos que eu tirei e gostei, o próximo post de fotos pode ser amanhã ou daqui 5 meses, minha criatividade sempre funcionou assim, aproveitem os retratos daquilo que me faz sentir em casa, a natureza.