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sábado, 17 de junho de 2017

As Feministas estão aqui, porra!

Hoje eu vi outro vídeo na rede social ao lado (se alguém estiver se perguntando, a rede social ao lado é como alguns membros do twitter se referem ao facebook) e esse assunto é muito mais sério e triste. Uma psessoa compartilhou um vídeo de dois garotos estapeando e socando uma garota com uma descrição parecida com “quando seus pais dizem pra você não se relacionar com vagabundos é porque eles querem evitar que esse tipo de coisa aconteça com você”. Apesar de não entender muito bem o áudio do vídeo, assistindo algumas vezes pude inferir que se tratava de dois irmãos agredindo a própria irmã por ela ter engravidado, uma mulher mais velha, provavelmente a mãe, aparece no canto do vídeo pedindo para os meninos pararem, mas não interferindo ativamente, claramente impotente diante do comportamento dos filhos; então, pra começar, quem colocou aquela legenda não prestou atenção ao que se passa no vídeo, além de culpar a mulher por sofrer uma agressão do suposto parceiro; e pra completar minha revolta uma pessoa comentou na postagem “cadê as feministas?” como se nos estivessemos deixando aquilo acontecer. Eu já estava saturada. Porque vi tanta gente falando do caso da tatuagem na testa, da justiça com as próprias mãos como se fosse o jeito certo de agir; porque soube de um vídeo íntimo, gravado sem autorização e vazado numa situação próxima à mim, porque só vejo as pessoas reclamando que feminista reclama de coisas insignificantes, e que só faz protestos por visibilidade, e que generaliza os homens; E querem vir cobrar da gente quando um caso desse aparece na internet, como se a gente tivesse culpa, como se nosso papel ou objetivo fosse fazer justiça em cada caso, como se agente fosse o esquadrão anti machista.
Eu to nervosa.
Eu vou tentar ser didática pra variar.
O movimento feminista não quer o fim dos homens, nós queremos que os homens parem de se comportar como os donos das nossas vidas e dos nossos corpos. Deixa eu contar um segredinho pra vocês: nós (a maioria de nós, acredito eu) não nos organizamos em um esquadrão armado pra fazer justiça contra cada homem que oprimiu, agrediu, ou matou uma mulher. Quando a gente se organiza pra dar visibilidade a alguns casos é pra tentar fazer vocês que fecham os olhos pra isso enxergarem que isso acontece o tempo todo; quando a gente generaliza é pra mostrar que a gente SABE que o problema é estrutural, é social, não é um, não são dois, não vai ser matando ou prendendo os dois pivetes que agrediram a irmã que esse problema vai ser resolvido; muito menos ensinando sua filha a não se relacionar com ‘vagabundo’ seja lá o que isso significa pra você.
Muita coisa está fora do nosso alcance, a gente pode educar nossos filhos e filhas, mas os seus são vocês que vão educar, e ai daqui 20 anos quando ele der um tapa na mãe, na irmã ou na namorada vocês vão dizer “cadê as feministas?”? Quando seu colega de trabalho que vive assediando adolescentes enquanto você observa calado estuprar uma menina você vai dizer “cadê as feministas?”? Quando alguém filmar sua intimidade com sua mulher e ela for exposta e passar por todo tipo de humilhação você vai dizer “cadê a porra das feministas?”?
A porra das feministas não estão aqui pra resolver todos os problemas, quem dera fosse fácil assim, a gente tá tentando fazer todo o resto do mundo enxergar o tamanho do problema e tomar atitudes à respeito, não ficar esperando as feministas.

Melhores coisas do mundo pra tirar da bad : coisas com carinhas

10 Minutos de coisas com carinhas e bracinhos pra momentos de bad

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Sobre redes sociais, formigas e memoria.


É engraçado como algumas coisas ficam guardadas bem no fundo da nossa memória a ponto de passarmos 4, 5 anos sem acessar esse conteúdo (considerando que 5 anos é um quarto da minha até então vida) e ainda assim, quando acessamos, conseguimos nos lembrar do sentimento evocado pela situação. Andei lendo um texto sobre velhice pra faculdade (do livro escrita de uma memória que não se apaga) e nele dizia que quando nos lembramos de algo não nos lembramos de quando aconteceu de fato, mas sim da última vez que nos lembramos do ocorrido, isso explica a lembrança do sentimento.
What a fuck esse texto tem a ver com esse vídeo, redes sociais e formigas? Let’s go there. Eu vi esse vídeo hoje na rede social ao lado e na hora apenas achei inusitado, ri, e enviei pra um amigo mas passado algum tempo algo foi surgindo na minha memória sobre formigas arremessarem suas “irmãs” sem utilidade pra fora da “comunidade” (foi difícil encontrar essa palavra e ainda não soa certa, logo entenderão porquê) também parece cruel, eu sei, e era o que eu pensava na época e, acredito que foi o que me fez resgatar a memória. Lembrei de algum período muito incerto da minha infância, difícil de definir porque tive o mesmo quarto dos 5 aos 18 anos, quando apareciam dezenas de formigas mortas ou deficientes no chão do meu quarto em um canto específico; e eu, criança curiosa, logo descobri que elas caiam do teto (Era um teto de madeira, tinha um sótão onde às vezes entravam morcegos e gatos, imagina formigas.) Seu eu disser formigueiro então, tentem não imaginar o buraco no chão cheio de ‘granulado de terra’
(¯\_(ツ)_/¯). Tinha um formigueiro no sótão e meu quarto era onde as formigas descartavam as outras que por algum motivo não conseguiam acompanhar o ritmo da colônia. Não lembro como nem quando cheguei à essa conclusão, talvez meus pais tenham me dito, mas não tenho lembrança dessa conversa. Só me lembro de observar as formigas rejeitadas tentando andar, subir nas paredes, voltar pra casa, caindo no meio do caminho, sem sucesso e sentir pena delas.
Eu não planejei uma moral da historia. Era uma lembrança que deu vontade de escrever. E eu não consigo lembrar de quando foi a ultima vez que lembrei disso, pareceu algo totalmente apagado, que o vídeo da rede social ao lado como um gatilho trouxe de volta.

quarta-feira, 29 de março de 2017

Sarau na praça

Sabe a mesma praça do ultimo post de fotos? Ela de novo, mas dessa vez rolou um evento, um sarau com bazar e exposição de desenhos, fotos textos, bandas, dança, foi lindo e as imagens ficaram muito legais, espero que gostem :)

















sábado, 4 de março de 2017

Sobre evolução e ... eu. #1


Eu ia chamar esse texto de Mudanças, mas o assunto que eu quero abordar é mais especifico, não são quaisquer mudanças, são aquelas que você olha pra trás e sente um pouco de arrependimento de ter sido daquele jeito e um pouco de orgulho de ter deixado de ser; me considero uma pessoa de sorte pelas pessoas, musicas, livros, textos, e tudo que eu tive acesso que me fez refletir sobre essas ideias e literalmente evoluir
A primeira das grandes evoluções pelas quais passei  foi deixar de ter vergonha do meu corpo; não era só baixa auto estima, isso eu ainda tenho as vezes, mas eu realmente fui ensinada a esconder meu corpo, provavelmente como uma forma de me proteger, mas isso é algo que eu não poderia entender na época (e que eu discordo hoje), ao mesmo tempo eu escutava "olha o tamanho dessa barriga", "você precisa emagrecer", " se você ficar com a barriga chapada eu pago pra você colocar um piercign no umbigo". Provavelmente eu associava uma coisa com a outra e achava que meu corpo era tão repugnante que ninguém se sentiria a vontade de vê-lo, por isso, mesmo com minhas primas e tias sempre trocando de roupas na minha frente, sem parecerem se importar com isso, eu nunca fazia isso, mesmo que tivessem várias meninas se trocando no mesmo lugar eu ia pra algum lugar vazio de preferência trancado pra não acontecerem acidentes.
Quando eu entrei na faculdade eu conheci meninas que fizeram eu pensar sobre isso no meu comportamento, meninas que também tinham corpos fora do padrão e se amavam, mulheres magras, gordas, lindas, que se amavam, e falavam sobre isso, sobre como o corpo da mulher é hiperssexualizado e ofensivo em oposição ao do homem, sobre o padrão de beleza imposto pela mídia ser irreal inatingível, e na convivência com essas pessoas comecei a pensar sobre o porque o corpo do homem, fosse como fosse, era aceito socialmente e o da mulher não, e que na verdade aquele corpo que eu não tinha não era real, ou se era, era um esforço desnecessário atingi-lo. E comecei a aceitar que meu corpo era só mais um corpo real e eu não precisava escondê-lo, nem por não ser padrão, nem como forma de proteção; roupa nenhuma impede um estupro, um assedio, físico ou moral, não adianta ensinar sua filha a "se comportar" se você ensinar seu filho a ser garanhão, ter sempre razão e dar a ultima palavra.
Outra evolução foi a perda do meu preconceito cultural, estudando sobre a adolescência, aprendi que nessa fase tendemos a nos encaixar em grupos buscando nossa identidade, eu percebo que nessa fase eu também tinha um medo muito grande de ser taxada de mente fraca, comecei a pensar sobre isso recentemente: quando no inicio da adolescência eu desejava liberdade e oportunidades de experimentar coisas novas, mas ao mesmo tempo eu via como um grande defeito alguém se permitir mudar de opinião sobre qualquer coisa porque isso significava admitir que tinha errado e por algum motivo na época eu achava isso inadmissível; por isso eu fugia da cultura de massa que alem de ser a mais comum ia um pouco contra esse conservadorismo conceitual que ainda habitava em mim. Eu tinha uma resistência a conhecer elementos culturais diferentes dos que eu fui acostumada desde nova, julgava facilmente as pessoas pelas roupas que usava, as músicas que ouvia ou o jeito que falava, mas depois de muito ler textos, conviver com pessoas e refletir sobre o assunto eu percebi que nada fazia minha bagagem cultural melhor que a deles, que conservadorismo não traz nenhuma vantagem, que roupa não define caráter e que se fechar na sua bolha sócio-cultural de pessoas que pensam como você e gostam do que você gosta só faz congelar sua bagagem cultural que poderia estar sendo enriquecida na troca de experiências com pessoas diferentes.
Eu tinha outras evoluções em mente pra tratar nesse texto, mas como ele já ficou maior do que eu esperava e eu levo tempo pra desenvolver cada assunto vou deixar os outros temas pra textos futuros e parar por aqui por enquanto deixando aqui a importância de ter a mente aberta a mudanças para poder evoluir sua identidade.



quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Quando eu gosto do trabalhinho que a professora passou.

Analise com conceitos behaviorista da música: Muitos chocolates - Banda do Mar



Música: Muitos chocolates - Banda do Mar


“Não quero mais ficar com quem me maltrata.
Não posso mais desperdiçar o meu amor assim” - maltratar é um estímulo negativo que no caso funciona como punição positiva e faz o eu lírico da música extinguir o comportamento de ficar com a pessoa que a maltrata
“Faço questão de cafuné, massagem no pé
E muitos chocolates só pra mim” - A personagem agora exige estímulos positivos que reforcem positivamente seu comportamento de estar em um relacionamento para continuar praticando esse comportamento.


“Por um beijinho de esquimó eu moro até no Alasca” - A personagem oferece o estímulo eventualmente positivo morar no alasca para reforçar o comportamento da pessoa com quem ela se relaciona de dar um ‘beijinho de esquimó”
“Se quiser mudar pra China eu aprendo mandarim” - A personagem oferece o estímulo positivo aprender mandarim para reforçar positivamente o comportamento mudar para a china de seu(a) parceiro(a)
“Mas lá eu peço cafuné, massagem no pé
E muitos chocolates só pra mim” - Repetição


“Ai de mim que morro de vontade
Dentro de mim mesma já não cabe mais
Quero sim, até pela metade
De tudo eu quero um pouco e você sabe
Que é que tem, já que tamo vivo
A gente pelo menos aproveita mais
Fica aqui, fica só comigo
Fora desse quarto o mundo tanto faz” - Refrão


“Não vou pedir roupa de cama ou talheres de prata” - A personagem afirma que não exigirá os reforços positivos roupa de cama e talheres de prata.
“Nem que você suporte alguma amiga minha chata” - A protagonista também diz que não apresentará estímulos negativos que poderiam funcionar como punição positiva para o comportamento da pessoa de se relacionar com ela
“Mas eu exijo cafuné, massagem no pé

E muitos chocolates só pra mim” -Repetição

sábado, 28 de janeiro de 2017

Diário de crescimento capilar #2
















Comecei a usar o método low poo no tratamento dos meus cachos. Usei primeiro um shampoo da lola (curly wurly) depois comprei um condicionador também da lola (creoula) (isso aconteceu porque eu estava na casa da minha mãe e se eu choro um pouquinho ela compra esses produtinhos pra mim, mas voltando pra catalão não tenho mais condições de comprar esses produtos) depois pesquisei produtos mais econômicos e cai no erro de comprar shampoo infantil, não deu muito certo. Depois li sobre uma linha econômica da lola, que vem em frascos de 500ml e não e cara e estou usando o shampoo e o condicionador dessa linha (Meu cacho minha vida). Ademais estou aplicando óleo de rícino na raiz semanalmente (em mim não provoca efeitos colaterais, mas ele pode provocar dores de cabeça, e outros sintomas, proibido pra gravidas e lacantes), usando mascaras da kanechom e finalizador da linha meus cachos poderosos da garnier
O ultimo post que eu fiz foi dia 09/10/2016 e a mecha colorida que eu uso pra medir o crescimento estava com 3 cm de raiz, agora eta com 9cm de raiz

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Sobre conclusões, promessas e inícios.


Sim, esse e apenas mais um texto sobre o ano que esta começando e o que consequentemente acabou; E sobre as promessas que eu fiz pra tornar esse ano um ano melhor do que o ultimo e os porquês de eu achar que essas são as promessas certas pra tornar meu ano melhor.
Prometi ser mais organizada, determinada e esforçada; Sobre organização já falei aqui, e já tinha começado essa mudança na minha vida, falta muito ainda pra eu sentir que estou utilizando todo meu tempo da melhor forma possível, mas já evolui muito e parei de esquecer tudo o que eu preciso fazer. 
Sobre determinação e esforço: Meus primeiros anos de faculdade (e a internet) me ensinaram a não me cobrar tanto, me ensinaram que eu não preciso suprir as expectativas dos outros (eles não suprem as minhas) me ensinaram que me sentir bem, psicologicamente sã, é mais importante do que atingir as metas que ~a sociedade~ espera que eu atinja. Isso foi importante, foi bom, aprender que ta tudo bem e não é o fim do mundo decepcionar alguém(seja quem for). 
Mas agora eu preciso equilibrar as ideias aqui dentro, eu não preciso satisfazer os outros mas eu posso criar as minhas expectativas e metas e atingi-las. Não sou obrigada, mas sou capaz. Portanto vou buscar ser mais persistente e empenhar mais esforços pra realizar tudo que eu me propor. E criar metas e lembrar delas, toda vez que eu me sentir desmotivada, porque metas são motivação

sábado, 15 de outubro de 2016

A mesma praça e o mesmo sol. A mesma câmera e a mesma eu.

Logo completam dois ano que eu moro em frente à mesma praça, ah se essa praça falasse. Não é a primeira vez e nem será a ultima que eu fotografo o nascer do sol dela. A mesma praça e o mesmo sol. A mesma câmera e a mesma eu.






quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Como estou me tornando uma pessoa organizada


Eu nunca fui uma pessoa organizada - todos a minha volta que o digam - e minha memória é muito ruim. Recentemete li um post da Luane no LeDisperser sobre organização que me fizeram descobrir alguns aplicativos e desenterrar outro que conhecia mas não usava, também assisti recentemente alguns videos sobre organização financeira que também me apresentaram aplicativos destinados a essa função, daí fiz um apanhado de aplicativos e coloquei todos numa pasta de organização e comecei a seguir uma rotina de organização, anotando tudo que eu preciso lembrar e fazer.

Elaborei o post pra sugerir e apresentar esses aplicativos; todos eles tem versão web e versão app pra Android, eu abro tanto no notbook quanto no celular

1. Trello 
O Trello é subdividido em Quadros< Listas< Cartões,   eu uso pra organização semanal, coloco cada semana em um quadro, dentro do quadro faço uma lista pra cada dia da semana e em cada dia vou adicionando os cartões com os compromissos relativos àquele dia, coloco até os mais básicos e óbvios que eu já sei de cor porque minha memória realmente me trai, quando eu acho que cumpri todos os compromissos, acabei de perder uma prova de inglês por esquecer totalmente da aula. Então eu coloco as aulas, o trabalho, curso de inglês, tudo. Os cartões tem várias opções de edição, você pode adicionar comentários e listas de coisas a fazer por exemplo pra aula. Conheci através do post da Luane e achei muito útil.

2. Evernote


O Evernote é um aplicativo de notas que você organiza entre cadernos, você pode fazer listas adicionar fotos, escrever, upar arquivos, ele é bem versátil e também meu preferido, eu devo ter uns 20 cadernos, tenho de todas as disciplinas da faculdade que anoto por lá, tenho esse da foto que é pra desenvolver assuntos pra postar no blog e também tenho um "diário" onde escrevo livremente sobre o que me vem a mente e registro acontecimentos relevantes pra mim, outra coisa legal desse aplicativo é que você pode bloquear ele com um senha e manter tudo que escreve em sigilo e ao mesmo tempo você tem a opção de compartilhar os cadernos que você quiser com quem você quiser através do aplicativo.

3. Google Keep
O Google Keep eu uso mais pra coisas rápidas, acho que por ele ser mais prático e rápido pra criação de notas e listas sempre que eu tenho que anotar algo que eu preciso fazer eu abro primeiro ele, é o mais geral, normalmente depois eu abro ele e pego as anotações que fiz pra organizar os outros aplicativos
4. Out of Milk
O Out of Milk é bem específico: lista de compras, lista de tarefas, dispensa e livro de receita. Por enquanto eu uso só para lista de compras, um recurso interessante é que se você quiser adicionar na lista um item que você tem em casa o aplicativo adiciona através da leitura do código de barras do produto

5. Mobilis

O Mobilis é um aplicativo de organização e educação financeira onde você cadastra todas as suas rendas e despesas, inclusive as ainda não pagas e não recebidas (o aplicativo da a opção de marcar como não efetivado). Você divide os gastos por categoria e ao cadastrar a despesa você tem que colocar o valor, uma descrição e uma categoria, e o aplicativo vai organizando o gráfico da imagem acima, você também tem opção de adicionar foto, comentário, local da compra e marcadores/etiquetas.


6.Google Drive
Por último, mas não menos importante MESMO o Google Drive, por que eu amo esse recurso do Google? porque a partir do momento que eu salvo meu PDF/Word/Vídeo/Foto/ lá, eu posso abrir ele em qualquer lugar que tenha acesso à internet, o que sumiu com a desculpa do "podia estar lendo mas não trouxe o texto" e outra coisa, eu também uso o Drive pra criar e editar arquivos e ele salva instantaneamente tudo que eu digito (quem já perdeu um trabalho quase pronto sabe porque estou enfatizando essa função)

domingo, 9 de outubro de 2016

Diário de crescimento capilar

Resumo da história cronológica do meu cabelo

Já faz um bom tempo que eu comecei a preparar esse post, vocês vão perceber pelas datas, na verdade eu nem sabia se viria a ser um post (não tinha nem reavivado o blog), eu comecei a registrar pra mim, pra ter um controle e observar o ritmo do crescimento do meu cabelo e ter nesse registro uma motivação pra continuar e persistir no meu projeto cabelão. Eu nunca cheguei a ter cabelo comprido mesmo, mas já foi bem maior do que é hoje eu pretendo chegar pelo menos naquele comprimento, vamos lá ver o que e andei fazendo:

25/07 - descolori uma mecha até a raiz, mecha que uso pra medir o crescimento
29/07 - 0,5 cm de raiz na mecha
31/07 - aplicação de óleo de rícino
14/08 - 1 cm 
15/08 - Comecei a usar o shampoo e o condicionador da linha SOS Bomba da salon line
07/09 - 2 cm | aplicação de oleo de rícino
11/09 - aplicação de oleo de rícino máscara SOS Bomba 
20/09 - oleo de rícino
24/09 - 3 cm
09/10 - comprei outro shampoo ( novex Meus Cachos Bomba e condicionador neutrox) porque estava sentindo meu cabelo muito faco e fino, talvez possa ter sido efeito do finalizador que estava usando, um ativador de cachos da marca Origem, porque também comprei um finalizador (que eu costumava usar ha um ano atrás e não me lembro por que parei) o leave-in da tresemmé Selagem Capilar Crespo Original e a combinação dos produtos novos deu uma diferença maravilhosa, mas não sei se o problema era o shampoo ou o finalizador, o condicionador SOS Bomba acabou mas o shampoo ainda está quase cheio e vou continuar usando intercalado com o Meus cachos bomba, hoje fiz uma ultima aplicação de óleo de rícino(meu vidrinho acabou) misturado com mascara SOS Bomba. Me acostumei a fazer uma umectação com óleo de argan toda vez que faço aplicação de oleo de rícino embora o óleo de rícino em si também seja ótimo pra umectação.

Vou postar atualização uma vez por mês, sempre entre os dias 9 e 10. Prometo fotos atualizadas nos próximos posts :*



quinta-feira, 6 de outubro de 2016

O que eu preciso adotar pra trazer o blog de volta a vida.




1.Escrever todos os dias

Eu perdi muito esse costume, antes eu sempre escrevia, por mais fútil que fosse, que fosse um diário, a letra de uma música, um continho de ficção, agora nem tenho caneta! nem pra faculdade! socorro! começo os textos e paro no meio por achar ridículo! Baixei um aplicativo de cadernos de notas e voltei a escrever todos os dias. Por mais fútil que pareça.

2.Anotar meus pensamentos


Meu penúltimo post surgiu de uma ida ao banco, comecei a pensar sobre a faculdade e fui desenvolvendo um diálogo interior até chegar no ponto principal e concluir(by the way acho que concluí muito mal o texto, me perdoem), daí pensei "ta aí, um bom tema pra desenterrar o blog" e quando cheguei em casa comecei a escrever sobre, e passei três dias escrevendo sobre, alguns trechos aleatórios. No sábado organizei o texto e postei antes que eu perdesse a coragem.

3.Voltar a fotografar

Minha câmera anda meio largada e eu acho que voltar a fotografar me inspiraria a escrever mais, inclusive eu acho que posts de projetinhos fotográficos são amor e vou defendê-los.

4.Ir com calma


Tentar não empolgar muito e não achar que vou conseguir escrever hipertextos e ter assunto pra falar todo dia, apenas, falar sobre aquilo que me interessar e fazer o blog pra mim, como sempre foi.

sábado, 1 de outubro de 2016

Lista de coisas pra fazer quando estiver pra baixo


  • Observar o comportamento do gato (vai valer a pena)
  • Mudar os móveis de lugar (você vai se sentir como se estivesse em uma casa nova)
  • Desenterrar aquele seriado que você abandonou ( você vai lembrar por que gostava tanto dele, vocês vão fazer as pazes, ele vai entender que pessoas também precisam de hiatos)
  • Tomar café só por tomar ()
  • Se permitir conhecer pessoas novas.
  • Conversar com seu(a) melhor amigo(a) de sempre (as vezes você esquece o quanto ele(a) te entende)
  • Conversar com você mesmo (falando, escrevendo, só pensando, garanto que faz bem)
  • Gravar (só gravar) um vídeo fazendo/falando algo (é um ótimo exercício de auto-análise [ninguém mais precisa ver])
  • Organizar as coisas (os pensamentos, os compromissos, os objetos...)
  • Tomar um banho bem longo (até sentir a alma lavada)
  • Assistir videos da JoutJout ou da AlicePA (Elas são maravilhosas, eu me casaria com elas)()
  • Assistir um seriado ou filme que você nunca assistiu por achar que é modinha ou por medo de ser julgado (ninguém precisa saber)
  • Dormir (enfim)

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

O que eu preciso abandonar pra trazer o blog de volta a vida.

Oi! Aqui é a Bê :) Já faz um tempo que ando pensando em voltar a escrever, sempre me fez bem, mas eu parei por alguns motivos que serão citados nesse post e que serão abandonados a partir de agora, talvez seja de utilidade pública falar sobre isso mas talvez só ajude a mim mesmo a organizar meu pensamento, anyway, enjoy :)

1.O medo de atingir

Quantas vezes escrevi algo, que passava uma mensagem que eu queria passar ,e deixei de postar porque pra explicar meu objetivo eu utilizei de exemplo uma situação da minha vida pessoal que envolvia alguém que eu imaginei que poderia se sentir ofendido ou mesmo incomodado de ser mencionado ali mesmo que indiretamente, ou critiquei uma atitude e tive receio de que alguém se sentisse diretamente criticado e levasse para o lado pessoal.

2.A vergonha de pedir opiniões

Eu  fazia muito o tipo "fechem os olhos estou escrevendo", sempre compartilhava só com quem eu nunca vi na vida e morria e vergonha quando alguém me falava pessoalmente que tinha lido mas come on, eu sou tão calada, converso pouco, e um jeito de expressar o que eu penso é escrevendo esses textos e quem melhor pra entender o que eu quero dizer com eles do que as pessoas do meu convívio pessoal? Sem falar que é sempre bom ouvir uma segunda opinião antes de postar pra ver se eu não esqueci de especificar algo por estar obvio na minha cabeça

3.O medo de errar


Aqui vai um esclarecimento pra quem quer saber porque eu sou tão calada, as pessoas são difíceis. Elas procuram minuciosamente um motivo pra te criticar. E meu pensamento é complexo: se eu achar que não ha tempo da minha parte ou paciência da parte do ouvinte pra explicar todos os pontos e não deixar brechas para duplas interpretações no que eu vou dizer eu não digo, e eu não escrevo.

4.A convicção de que posso agradar a todos.

Eu costumo dizer por aí que eu sou um amorzinho. Eu gosto de ter um bom relacionamento com todos e realmente me vigio muito pra não fazer críticas infundadas ou ofender alguém. (Quando eu percebo que ofendi alguém minha pressão cai e eu não estou exagerando) Mas o que eu disse no último tópico é verdadeiro: as pessoas procuram motivos pra te criticar e se não for pelo que você disse será por você nada dizer; então a partir de agora busco críticas por aquilo que eu escrever.


E vamos debater! Se não quiser se manifestar publicamento nos comentários minhas redes sociais estão na lateral do blog :)

sábado, 24 de setembro de 2016


Devia estar lendo, devia. Mas finalmente surgiu uma ideia pra me fazer soltar a língua mais uma vez e dar vida ao blog novamente, e tem a ver com isso de dever estudar, prioridades e faculdade, mas também tem a ver com pessoas, relações, psicologia na prática.

Desde mais nova eu gosto de observar as pessoas e entender por que elas agem de alguma maneira, talvez isso tenha me trazido pro curso de psicologia, provavelmente influenciou também na minha personalidade altamente empática mas eu nunca soube me relacionar muito bem, na escola eu sabia cada bordão, conhecia cada piada interna, e de algum jeito talvez não explicável eu gostava de cada pessoa com quem eu compartilhava as aulas e as manhãs, lhes desejava o bem, torcia  por eles, ficava feliz por eles; mesmo sabendo que não se importavam comigo e eu era motivo de chacota. Me machucava, mas isso nunca mudou  minha empatia. 
Uma professora de um outro curso me disse um dia desses que acha absurdo estudiosos academicistas que estudam, defendem, idolatram certos teóricos mas não aplicam suas idéias em sua vida cotidiana e eu concordo; muito se fala no curso de psicologia sobre respeitar a individualidade, entender o contexto, mas na prática isso pouco importa. 
Nesse semestre surgiu uma situação nova pros recém veteranos (minha turma) da psicologia, Estágio básico:  uma disciplina que divide a turma em duas, com diferentes professores que dá prioridade de direito de escolha pra quem tem a maior média global (melhor média de resultados em notas desde o começo do curso). O único critério que a maioria tem pra escolher é a opinião de quem já teve aula com os professores, e tendo os veteranos anteriores dito que determinado professor era melhor, os 25 alunos com melhores médias escolheram esse e os outros ficaram com o outro, sem direito de escolha (vejo outros dois problemas no contexto, sendo um que nos deixamos levar pela opinião subjetiva de outros estudantes como nós, sem conhecer nada sobre o professor, o outro que temos muito poucas opções oferecidas pela faculdade.) Mas o fato é, isso gera uma certa visão de quarta série A e B, quando os considerados bons alunos ficam na A e os considerados piores na B. 
Eu não fiquei entre as 25 melhores médias globais, eu não consigo me dedicar tanto à faculdade e por vezes eu me vejo junto com outras pessoas criticando quem se cobra muito, quem se foca só nisso, mas baseado na experiência pessoal, dizendo que quem vive assim não vive bem; mas na realidade a gente não sabe, não temos como saber se a pessoa não se sente bem com isso, não entendemos, não conseguimos entrar na cabeça da pessoa e muitas vezes não buscamos conversar com quem é tão diferente de nós. Do mesmo jeito deve ser duro pra essas pessoas entender por que é tão difícil pra nós nos dedicar tanto quanto elas; o que nem nós sabemos, mas nos faz pensar que quem consegue acaba por prejudicar sua saúde mental. Isso me fez pensar na facilidade com a qual criamos desafetos desnecessários com as pessoas de nosso convívio, a questão da divisão da turma pelo desempenho acadêmico foi só um exemplo. A ideia  central que quero passar aqui é, eu não tenho e não vejo motivo pra ter nenhum tipo de apatia em relação a quem tem uma personalidade diferente da minha, ou a quem acredita em um deus ou religião, ou quem se sente pleno e satisfeito dedicando tanto tempo aos estudos quanto é necessário para ter um notável desempenho acadêmico. Não acho que seja passível de critica quem muito se aplica aos estudos e nem aquele que aparentemente não destina a eles a menor atenção porque o que importa é se a pessoa dispõe de saúde mental e eu torço pra que todos tenham um amigo que possa observar e ajudar no caso de se estar prejudicando a própria saúde.

terça-feira, 23 de agosto de 2016

.

A insegurança é uma bola de neve. A minha é, não sei a de vocês. Eu tento conviver com a minha muitas vezes ignorando sua existência; É quando eu começo a pensar "Será que eu deveria ir embora?", "Será que eu estou incomodando?" "Sera que eles estão felizes de verdade?", "Será?","Será que o problema não sou eu?" "Será que eu não sou só uma ~estranha~ com a qual as pessoas se arrependem de se envolver e depois não sabem como desenvolver?"; Quando 'ir embora' é uma opção, em algum momento eu acabo indo embora, mas não existe ir embora da vida das pessoas, não por pura insegurança. Eu sei que a solução pra esse problema como pra tantos outros é o diálogo, mas quando imagino a conversa sempre vejo a outra pessoa me achando um saco, ninguém gosta de gente insegura, ainda mais quando isso põe em dúvida sua autenticidade e é por isso que essas inseguranças sociais eu acabo engolindo. Mas isso acaba criando outras inseguranças, dúvidas gerando outras dúvidas
Just in case, foi escrito em março de 2016

terça-feira, 7 de junho de 2016

Lista de coisas a fazer

Peço a caridade de enxergarem que é um texto poético (a pesar de ser totalmente baseado em fatos reais) se fosse só uma lista de coisas a fazer não estaria aqui. Enjoy :) 


  • Voltar a ler com frequência 
  • Assistir seriados 
  • Praticar violão 
  • Teclado também
  • Escrever
  • Gravar
  • Tirar fotos
  • Ouvir mais músicas
  • Pesquisar sobre as coisas
  • De verdade. 
  • Conversar 
  • Escutar
  • Falar
  • Sentir
  • Amar
  • Estudar todos os dias
  • Entrar no projeto de pesquisa 
  • Implorar pra prof aceitar o fichamento atrasado
  • Dolores Umbridge 
  • Não 
  • Euzilaine
  • Pagar o inglês
  • Subir no bloco M 
  • Ou seja
  • Fazer umas loucuras
  • Descumprir regras
  • Beber
  • Ir pra festas
  • Chamar o boy pra viajar 
  • Assistir o jogo do Barcelombra 
  • Com a família OD
  • Gravar
  • Gravar as loucuras
  • Gravar a bebedeira
  • Aprontar tudo pro João rock.
  • Sorrir mais*
  • Abraçar os pais* 
  • Viajar o mundo* 
  • Socializar*

sábado, 4 de junho de 2016

Uma saudade: Família O.D.




Eu queria agradecer.
Por todos terem se disposto a fazer da CEP sua casa enquanto fosse necessário; 
Nas nossas plenárias que as vezes se transfiguravam em terapia de grupo, vi surgir uma Família ♥

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Seu sorriso é lindo, sabia?

O seu sorriso é lindo, sabia? Eu sinto a falta dele. Sinto falta do seu cheiro.  Saudades da sua voz, do seu sotaque que eu amo em você,  de conversar; mesmo que a gente não seja muito de conversar. Saudades de te beijar loucamente,  como da primeira vez, no começo de tudo. Saudade das coisas que tu me diz e do jeito que tu me toca. Acho que eu não sou muito boa em demonstrar o quanto tu me faz bem. Eu ja te disse, tenho medo. Medo de fazer planos. Mas que adianta se agora eu fico aqui imaginando situações futuras? Me perdoa pela insegurança, eu fico o tempo todo me perguntando se não passei do limite e acabo não avançando. Só queria estar contigo, gosto demais de você. 

domingo, 27 de março de 2016

2015/2*


Olá. Ca estou pra falar do fim do segundo semestre da faculdade, da conclusão do primeiro ano de curso, do primeiro ano de liberdade, do primeiro ano de 600 Km longe de "casa".
   Primeiro, por causa da greve o fim do segundo semestre de 2015 veio parar em março de 2016, o que foi estressante porque tivemos férias encurtadas. Foi puxado, mas eu também não me esforcei tanto quanto poderia. Eu não estudei tanto quanto poderia. Eu sei disso. coisas aconteceram na minha vida pessoal e eu perdi bastante o foco da faculdade. Admitamos. Pra agregar, meu relógio biológico desregulado continuou sabotando minha aulas matutinas. Resumindo: eu sei que a culpa é minha por ter sido reprovada em fisiologia. (eu fui reprovada em fisiologia, desculpa mãe.) 
   O segundo semestre me estressou porque tive que dar muito zoom pra enxergar a psicologia na minha grade, duas disciplinas apenas, e as dos professores menos rígidos. Eu nem percebi quanto stress acumulado tinha em mim até a ultima semana de aula quando ele tomou forma física. Eu vou repetir que eu sei que a culpa é minha; que se eu tivesse focado mais provavelmente não teria me estressado tanto, mas já me perdoei e o resto do mundo não importa.
    Voltando pra minha semana de caloura "Por que eu escolhi psicologia?" porque eu acredito que a mente carece de saúde. Que gente é gente. Que gente não é máquina. Gente tem limite. E gente erra. E não muda nada ficar se martirizando. Por que a gente tem que andar na linha sempre? Seguir o sistema sempre, a gente vira zumbi.
    Além disso, desde que eu entrei na Universidade (e antes também) sempre considerei a experiência Universitária muito mais abrangente que aulas, salas de aula (e laboratórios e biblioteca e RU)é mais do que isso. É aprender a se virar sozinho, morar sozinho ou conviver; controlar os gastos, poupar em algo pra conseguir outra coisa; é conhecer gente de toda raça, classe social, cultura, religião e aprender de tudo um pouco graças a essa Universalidade.
    Então depois de muito perder o foco, tremer e chorar sozinha no meu quarto fazendo algum trabalho final de madrugada pro dia seguinte quase ao mesmo tempo que tinha plena consciência de que aquilo era a materialização do meu stress acumulado de todo o semestre eu comecei a pensar sobre esses aspectos e repetir mantricamente até me convencer de que estava tudo bem. Mesmo assim tive paralisia do sono, três vezes entre a ultima semana de aula e a primeira de recesso
    Meu irmão me disse "ta vendo essas coias que te fazem chorar? você não é obrigada a (quase) nenhuma delas" E eu não sou. Eu não sou obrigada a passar em todas as disciplinas de primeira. Paciência.É nisso que estou acreditando.

sábado, 26 de março de 2016


O que me incomoda é que agora tudo que eu escrevo parece um clichê. Parece que tudo sobre tudo já foi dito (e escrito) mas vou me dar a liberdade de falar desse clichê. 
Tenho que começar desconstruindo um clichê. A gente não é oposto mas se atrai. Perceber nossas semelhanças trouxe a tona muitas coisas sobre mim que eu mantinha adormecidas, escondidas de mim mesma. Eu passei um bom tempo me fazendo acreditar que eu não queria ninguém, que eu estava melhor sozinha, que eu não queria um porto seguro, que eu não sentia falta de um colo de alguém que me entendesse melhor
Eu tinha medo; é o que acontece com quem muito observa como nós: contrai um medo absurdo de se entregar, de se permitir sentir e acaba se isolando, se calando ou surtando.
Então eu tinha medo, e isso durou muito tempo. Ninguém nunca tentou tirar esse medo de mim mas eu fui perdendo o medo de você.
Eu te observava muito antes de você imaginar que um dia ficaríamos juntos; percebi nossas semelhanças bem antes de você de você me mandar mensagem dizendo que apesar de não acreditar que o fato de termos o mesmo signo e ascendente tivesse algo a ver com isso, de fato, éramos na nossa, nos sentíamos deslocados em lugares de alta densidade demográfica e tínhamos gatos com nome de vocalistas. E tudo isso foi fazendo eu perder o medo se fosse você.
Pois então, eu não sei que lâmpada ascendeu na sua mente que te fez tomar iniciativa; da minha parte, tenho certeza que pareceu que não, mas demonstrei minha vontade com o máximo de explicitude que fui capaz; da minha parte o álcool foi pivô da situação; da minha parte passei as semanas seguintes tentando me convencer de que era verdade.
Eu não sei se você entende, a pesar de você sempre me entender, que eu nunca tive uma relação dessa com ninguém. Tudo que eu senti, eu sempre senti sozinha, e além de sentir sozinha, não admitia que sentia, nem pra mim, nem pra ninguém. Não sei se você sabe, antes de você eu nunca admiti pra ninguém que antes de ficar com a pessoa eu gostava dela, eu nunca admiti que senti ciumes de alguém. 
Eu continuo escrevendo com medo de você achar que eu sou louca e fugir de mim mas você é o porto seguro que eu nunca tive.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Céu de fantasia


Imagina se o céu fosse todo arco íris.
Só fecha o olhos e imagina.
Imagina agora se as nuvens 
só pudessem se formar durante o dia;
A noite, apenas um tapete de estrelas
e a inconstante Lua.
Se toda chuva viesse 
pra limpar o céu e revelar as cores.
Se as estrelas chovessem
e você pudesse tocá-las.
É tudo impossível fantasia
mas imagino que lindo seria


(inspirada pela Má que associou "vomitar vários arco íris" com um céu mais bonito)