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terça-feira, 8 de agosto de 2017

23/11/2015

Eu nunca estive desse lado dessa situação.
Eu nunca fui o vilão.
E eu não me lembro de um dia ter pedido pra ser.
Eu não sei o que você espera de mim.
Me desculpa.
E me desculpa por me desculpar.
Desde que eu me entendo por gente
eu nunca soube de ninguém que sentisse por mim o que você sente.
E o tempo todo me senti assim por alguém.
Talvez no meu inconsciente eu tenha desejado ser o alguém de alguém.
Mas me desculpa por ter.
Porque eu fui engolindo meus amores,
um por cima do outro.
E achava estar sempre saindo ilesa.
(Talvez por isso eu seja assim hoje).
Mas eu nunca tive a intenção de ser motivo de sofrimento.
Apenas tinha curiosidade de saber como era ser idealizada por alguém.
E me arrependo de ter.
E sei que a culpa não é sua.
E só espero que entenda,
não é minha também.

domingo, 23 de julho de 2017

Youtubers pra conhecer e entender

Hello meant to be psicologos (ou entusiastas da humanidade), perdoem meu vicio por falar de empatia, mas uma coisa que eu escuto muito na faculdade, dos professores de todas as abordagens é sobre a importância de escutar sem julgar, para que a pessoa se sinta a vontade pra confiar em você, e eu acredito que isso seja importante não só na relação profissional entre psicologo e paciente mas em todas as relações humanas, o desenvolvimento da capacidade de compreensão, da empatia, e acredito que quanto mais você conhece as pessoas e suas questões você se torna um ser humano melhor pra se conviver. Eu acho o youtube uma ferramenta incrível pra se conhecer as pessoas, seus pontos de vista e entender pelo que elas passam e como se sentem e principalmente como ~não~ se comportar em relação a elas - e porque.
Dai o porque de eu ter separado uma lista de canais que me ajudam a enxergar a vida através dos olhos dos outros e desenvolver minha empatia, lembrando que as pessoas são complexas então cada youtuber que eu apresento pra você abaixo trata de vários papeis sociais.
1. Hellmother
Hell é mulher, feminista e mãe, criou o canal pra desromantizar da maternidade mas aborda também outras questões sobre maternidade e sobre ser mulher.
2. Vai uma mãozinha ai?
Conheci o canal da Mari recentemente e foi a primeira youtuber com deficiência física que eu comecei a acompanhar, ela fala sobre - falta de - acessibilidade, auto aceitação, preconceito e também sobre feminismo

3. Gorda de boa
Conheci a Jessica através do canal das Bee, mas nesse canal ele trata de questões mais pessoais como gordofobia e hidradenite, vivencia lésbica e feminismo.


4. Louie Ponto
A Louie e o amor da minha vida. ela fala principalmente sobre representatividade lésbica e feminismo mas aborda varias outras questões intrínsecas ao ser humano que você deveria assistir

5.  Canal das Bee
Eles abordam todos os assuntos relativos a comunidade LGBT e são maravilhosos.
6. Muro Pequeno.
Murilo fala sobre ser negro, se gay, ser cristão, vida universitária e militância.

7. Afros e afins
A Nataly fala sobre ser mulher, ser negra, vida universitária e o namorado dela é um homem trans então esse assunto também aparece em alguns videos.

8. Adam Franco
Adam e um homem trans que fala sobre assuntos relacionados a disforia de gênero, hormônios, adaptação, etc.
9. Rayza Nicacio
Eu não ia colocar o canal da Ray aqui, porque eu sigo ele mais pelos tutoriais relacionados a cabelo cacheado, mas a Ray também e mulher, negra e cristã (foco no cristã) e eu como ateia ja tive muito preconceito e intolerância em relação a pessoas cristãs e a Ray e uma pessoa que me fez ver que que existem cristãos incríveis de maravilhosos no mundo, inclusive esse vídeo e só amor

sábado, 17 de junho de 2017

As Feministas estão aqui, porra!

Hoje eu vi outro vídeo na rede social ao lado (se alguém estiver se perguntando, a rede social ao lado é como alguns membros do twitter se referem ao facebook) e esse assunto é muito mais sério e triste. Uma psessoa compartilhou um vídeo de dois garotos estapeando e socando uma garota com uma descrição parecida com “quando seus pais dizem pra você não se relacionar com vagabundos é porque eles querem evitar que esse tipo de coisa aconteça com você”. Apesar de não entender muito bem o áudio do vídeo, assistindo algumas vezes pude inferir que se tratava de dois irmãos agredindo a própria irmã por ela ter engravidado, uma mulher mais velha, provavelmente a mãe, aparece no canto do vídeo pedindo para os meninos pararem, mas não interferindo ativamente, claramente impotente diante do comportamento dos filhos; então, pra começar, quem colocou aquela legenda não prestou atenção ao que se passa no vídeo, além de culpar a mulher por sofrer uma agressão do suposto parceiro; e pra completar minha revolta uma pessoa comentou na postagem “cadê as feministas?” como se nos estivessemos deixando aquilo acontecer. Eu já estava saturada. Porque vi tanta gente falando do caso da tatuagem na testa, da justiça com as próprias mãos como se fosse o jeito certo de agir; porque soube de um vídeo íntimo, gravado sem autorização e vazado numa situação próxima à mim, porque só vejo as pessoas reclamando que feminista reclama de coisas insignificantes, e que só faz protestos por visibilidade, e que generaliza os homens; E querem vir cobrar da gente quando um caso desse aparece na internet, como se a gente tivesse culpa, como se nosso papel ou objetivo fosse fazer justiça em cada caso, como se agente fosse o esquadrão anti machista.
Eu to nervosa.
Eu vou tentar ser didática pra variar.
O movimento feminista não quer o fim dos homens, nós queremos que os homens parem de se comportar como os donos das nossas vidas e dos nossos corpos. Deixa eu contar um segredinho pra vocês: nós (a maioria de nós, acredito eu) não nos organizamos em um esquadrão armado pra fazer justiça contra cada homem que oprimiu, agrediu, ou matou uma mulher. Quando a gente se organiza pra dar visibilidade a alguns casos é pra tentar fazer vocês que fecham os olhos pra isso enxergarem que isso acontece o tempo todo; quando a gente generaliza é pra mostrar que a gente SABE que o problema é estrutural, é social, não é um, não são dois, não vai ser matando ou prendendo os dois pivetes que agrediram a irmã que esse problema vai ser resolvido; muito menos ensinando sua filha a não se relacionar com ‘vagabundo’ seja lá o que isso significa pra você.
Muita coisa está fora do nosso alcance, a gente pode educar nossos filhos e filhas, mas os seus são vocês que vão educar, e ai daqui 20 anos quando ele der um tapa na mãe, na irmã ou na namorada vocês vão dizer “cadê as feministas?”? Quando seu colega de trabalho que vive assediando adolescentes enquanto você observa calado estuprar uma menina você vai dizer “cadê as feministas?”? Quando alguém filmar sua intimidade com sua mulher e ela for exposta e passar por todo tipo de humilhação você vai dizer “cadê a porra das feministas?”?
A porra das feministas não estão aqui pra resolver todos os problemas, quem dera fosse fácil assim, a gente tá tentando fazer todo o resto do mundo enxergar o tamanho do problema e tomar atitudes à respeito, não ficar esperando as feministas.

Melhores coisas do mundo pra tirar da bad : coisas com carinhas

10 Minutos de coisas com carinhas e bracinhos pra momentos de bad

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Sobre redes sociais, formigas e memoria.


É engraçado como algumas coisas ficam guardadas bem no fundo da nossa memória a ponto de passarmos 4, 5 anos sem acessar esse conteúdo (considerando que 5 anos é um quarto da minha até então vida) e ainda assim, quando acessamos, conseguimos nos lembrar do sentimento evocado pela situação. Andei lendo um texto sobre velhice pra faculdade (do livro escrita de uma memória que não se apaga) e nele dizia que quando nos lembramos de algo não nos lembramos de quando aconteceu de fato, mas sim da última vez que nos lembramos do ocorrido, isso explica a lembrança do sentimento.
What a fuck esse texto tem a ver com esse vídeo, redes sociais e formigas? Let’s go there. Eu vi esse vídeo hoje na rede social ao lado e na hora apenas achei inusitado, ri, e enviei pra um amigo mas passado algum tempo algo foi surgindo na minha memória sobre formigas arremessarem suas “irmãs” sem utilidade pra fora da “comunidade” (foi difícil encontrar essa palavra e ainda não soa certa, logo entenderão porquê) também parece cruel, eu sei, e era o que eu pensava na época e, acredito que foi o que me fez resgatar a memória. Lembrei de algum período muito incerto da minha infância, difícil de definir porque tive o mesmo quarto dos 5 aos 18 anos, quando apareciam dezenas de formigas mortas ou deficientes no chão do meu quarto em um canto específico; e eu, criança curiosa, logo descobri que elas caiam do teto (Era um teto de madeira, tinha um sótão onde às vezes entravam morcegos e gatos, imagina formigas.) Seu eu disser formigueiro então, tentem não imaginar o buraco no chão cheio de ‘granulado de terra’
(¯\_(ツ)_/¯). Tinha um formigueiro no sótão e meu quarto era onde as formigas descartavam as outras que por algum motivo não conseguiam acompanhar o ritmo da colônia. Não lembro como nem quando cheguei à essa conclusão, talvez meus pais tenham me dito, mas não tenho lembrança dessa conversa. Só me lembro de observar as formigas rejeitadas tentando andar, subir nas paredes, voltar pra casa, caindo no meio do caminho, sem sucesso e sentir pena delas.
Eu não planejei uma moral da historia. Era uma lembrança que deu vontade de escrever. E eu não consigo lembrar de quando foi a ultima vez que lembrei disso, pareceu algo totalmente apagado, que o vídeo da rede social ao lado como um gatilho trouxe de volta.

quarta-feira, 29 de março de 2017

Sarau na praça

Sabe a mesma praça do ultimo post de fotos? Ela de novo, mas dessa vez rolou um evento, um sarau com bazar e exposição de desenhos, fotos textos, bandas, dança, foi lindo e as imagens ficaram muito legais, espero que gostem :)

















sábado, 4 de março de 2017

Sobre evolução e ... eu. #1


Eu ia chamar esse texto de Mudanças, mas o assunto que eu quero abordar é mais especifico, não são quaisquer mudanças, são aquelas que você olha pra trás e sente um pouco de arrependimento de ter sido daquele jeito e um pouco de orgulho de ter deixado de ser; me considero uma pessoa de sorte pelas pessoas, musicas, livros, textos, e tudo que eu tive acesso que me fez refletir sobre essas ideias e literalmente evoluir
A primeira das grandes evoluções pelas quais passei  foi deixar de ter vergonha do meu corpo; não era só baixa auto estima, isso eu ainda tenho as vezes, mas eu realmente fui ensinada a esconder meu corpo, provavelmente como uma forma de me proteger, mas isso é algo que eu não poderia entender na época (e que eu discordo hoje), ao mesmo tempo eu escutava "olha o tamanho dessa barriga", "você precisa emagrecer", " se você ficar com a barriga chapada eu pago pra você colocar um piercign no umbigo". Provavelmente eu associava uma coisa com a outra e achava que meu corpo era tão repugnante que ninguém se sentiria a vontade de vê-lo, por isso, mesmo com minhas primas e tias sempre trocando de roupas na minha frente, sem parecerem se importar com isso, eu nunca fazia isso, mesmo que tivessem várias meninas se trocando no mesmo lugar eu ia pra algum lugar vazio de preferência trancado pra não acontecerem acidentes.
Quando eu entrei na faculdade eu conheci meninas que fizeram eu pensar sobre isso no meu comportamento, meninas que também tinham corpos fora do padrão e se amavam, mulheres magras, gordas, lindas, que se amavam, e falavam sobre isso, sobre como o corpo da mulher é hiperssexualizado e ofensivo em oposição ao do homem, sobre o padrão de beleza imposto pela mídia ser irreal inatingível, e na convivência com essas pessoas comecei a pensar sobre o porque o corpo do homem, fosse como fosse, era aceito socialmente e o da mulher não, e que na verdade aquele corpo que eu não tinha não era real, ou se era, era um esforço desnecessário atingi-lo. E comecei a aceitar que meu corpo era só mais um corpo real e eu não precisava escondê-lo, nem por não ser padrão, nem como forma de proteção; roupa nenhuma impede um estupro, um assedio, físico ou moral, não adianta ensinar sua filha a "se comportar" se você ensinar seu filho a ser garanhão, ter sempre razão e dar a ultima palavra.
Outra evolução foi a perda do meu preconceito cultural, estudando sobre a adolescência, aprendi que nessa fase tendemos a nos encaixar em grupos buscando nossa identidade, eu percebo que nessa fase eu também tinha um medo muito grande de ser taxada de mente fraca, comecei a pensar sobre isso recentemente: quando no inicio da adolescência eu desejava liberdade e oportunidades de experimentar coisas novas, mas ao mesmo tempo eu via como um grande defeito alguém se permitir mudar de opinião sobre qualquer coisa porque isso significava admitir que tinha errado e por algum motivo na época eu achava isso inadmissível; por isso eu fugia da cultura de massa que alem de ser a mais comum ia um pouco contra esse conservadorismo conceitual que ainda habitava em mim. Eu tinha uma resistência a conhecer elementos culturais diferentes dos que eu fui acostumada desde nova, julgava facilmente as pessoas pelas roupas que usava, as músicas que ouvia ou o jeito que falava, mas depois de muito ler textos, conviver com pessoas e refletir sobre o assunto eu percebi que nada fazia minha bagagem cultural melhor que a deles, que conservadorismo não traz nenhuma vantagem, que roupa não define caráter e que se fechar na sua bolha sócio-cultural de pessoas que pensam como você e gostam do que você gosta só faz congelar sua bagagem cultural que poderia estar sendo enriquecida na troca de experiências com pessoas diferentes.
Eu tinha outras evoluções em mente pra tratar nesse texto, mas como ele já ficou maior do que eu esperava e eu levo tempo pra desenvolver cada assunto vou deixar os outros temas pra textos futuros e parar por aqui por enquanto deixando aqui a importância de ter a mente aberta a mudanças para poder evoluir sua identidade.



quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Quando eu gosto do trabalhinho que a professora passou.

Analise com conceitos behaviorista da música: Muitos chocolates - Banda do Mar



Música: Muitos chocolates - Banda do Mar


“Não quero mais ficar com quem me maltrata.
Não posso mais desperdiçar o meu amor assim” - maltratar é um estímulo negativo que no caso funciona como punição positiva e faz o eu lírico da música extinguir o comportamento de ficar com a pessoa que a maltrata
“Faço questão de cafuné, massagem no pé
E muitos chocolates só pra mim” - A personagem agora exige estímulos positivos que reforcem positivamente seu comportamento de estar em um relacionamento para continuar praticando esse comportamento.


“Por um beijinho de esquimó eu moro até no Alasca” - A personagem oferece o estímulo eventualmente positivo morar no alasca para reforçar o comportamento da pessoa com quem ela se relaciona de dar um ‘beijinho de esquimó”
“Se quiser mudar pra China eu aprendo mandarim” - A personagem oferece o estímulo positivo aprender mandarim para reforçar positivamente o comportamento mudar para a china de seu(a) parceiro(a)
“Mas lá eu peço cafuné, massagem no pé
E muitos chocolates só pra mim” - Repetição


“Ai de mim que morro de vontade
Dentro de mim mesma já não cabe mais
Quero sim, até pela metade
De tudo eu quero um pouco e você sabe
Que é que tem, já que tamo vivo
A gente pelo menos aproveita mais
Fica aqui, fica só comigo
Fora desse quarto o mundo tanto faz” - Refrão


“Não vou pedir roupa de cama ou talheres de prata” - A personagem afirma que não exigirá os reforços positivos roupa de cama e talheres de prata.
“Nem que você suporte alguma amiga minha chata” - A protagonista também diz que não apresentará estímulos negativos que poderiam funcionar como punição positiva para o comportamento da pessoa de se relacionar com ela
“Mas eu exijo cafuné, massagem no pé

E muitos chocolates só pra mim” -Repetição