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terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Receita Vegetariana #2

Por muito tempo eu acreditei no mito de que ser vegetariano é muito complicado e caro, mas a realidade é que a maioria das pessoas enxerga a carne como a atração principal da alimentação e os outros elementos como coadjuvantes e que, portanto, pra ser vegetariano seria necessário encontrar uma grande substituição para o protagonista do prato. Mas pra quem tem hábitos alimentares variados e valoriza todas as classes alimentares a carne é apenas mais um detalhe dispensável. 
Eu não vou negar que fui uma criança fresca que só comia um tipo de folha, alguns poucos grãos e um ou outro legume, mas a independência, a mudança de estado e as diversas vezes em que eu levei o 'por que não?' como lema da minha vida me fizeram experimentar muitas coisas e perceber que eu gosto de muitas coisas, coisas simples, fáceis de encontrar, verduras, legumes, grãos ervas, cereais , temperos, e foi isso que me fez perceber que eu poderia abandonar o consumo de carne com facilidade.
O que eu quero dizer com isso é que, desde que eu parei em definitivo com o consumo de carne, minha alimentação não teve nenhuma mudança radical: eu continuo comendo arroz feijão e salada na maioria das refeições, frequentemente também complemento o prato com mais grãos, soja, cogumelos quando possível, as vezes apelo pro omelete e já arrisquei alguns hambúrgueres feitos com legumes ou trigo de kibe e proteína de soja.nenhum prato vegetariano que eu preparei é mais trabalhoso ou mais caro do que um semelhante carnista, e eu não sinto abstinência alguma, orgânica nem psicológica.


Eu sei, eu devia chamar essa série de posts de "diário de vegetarianismo" devido às grandes introduções que eu escrevo, mas vamos la, um dos pratos básicos que eu mais gosto de preparar (e comer) por ser muito simples e eu particularmente achar muito gostoso não tem um nome definido, mas vamos chamar de Mexidão Vegetariano

Mexidão Vegetariano


Ingredientes 

(na verdade todos os ingredientes são opcionais nessa receita, você escolhe entre o que você tem em casa e acha que combina, você pode acrescentar  ou retirar ingredientes que eu sugiro na receita)
Arroz cozido
Cenoura ralada
Azeitona picada
Ervilha fresca
Champignon picado
Abobrinha picada
Brócolis picado
Pimenta americana ou pimentão picado
(Etc.)

Modo de preparo

Colocar pouco óleo no fundo de um panela
Acrescentar um ingrediente de cada vez, 
Mexer um pouco cada vez que acrescenta um ingrediente, 
Deixar o arroz por ultimo
Desligar o fogo quando o funco da panela estiver sem água e todos os ingredientes estiverem misturados
Servir com feijão, salada, e o que mais você quiser.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Cliques de Fevereiro

Fevereiro foi um mês calmo e eu fiquei muito em casa, por isso as poucas fotos que eu tirei foram bem tradicionais e do quintal, porém, gostei muito de algumas e estão aqui.











segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Bullying, negligência, superproteção e educação.



Uma parte desse texto foi escrita em dezembro de 2016 quando eu cursava o 4º periodo da faculdade e tinha menos contato com a psicologia escolar, mesmo assim eu quis colocar ele aqui no meio porque tinha  muito a ver com o assunto que eu queria discutir, a introdução e a conclusão foram escritas na transição de 2018 para 2019 quando eu concluí o 8° periodo do curso e já mergulhei na psicologia escolar até o pescoço, definitivamente eu tenho um repertório melhor pra falar sobre o assunto agora, mas acho que eu sempre tive um pouco da psicologia histórico-cultural na minha veia, desde que eu nasci
Glossário: Bullying é um termo da língua inglesa usado para definir todos os tipos de violência (física, verbal, racista, misógina, LGBTfóbica, etc.), no Brasil o termo é mais utilizado para situações que ocorrem dentro de escola ou entre crianças.

Oi amiguinhos, hoje eu quero falar sobre uma coisa que parece ser simples nessas discussões superficiais de internet mas não é tanto assim. Mas olha, eu tenho um estilo tradicional de escrita e acho que quero mantê-lo, here I go. 
Sair de férias sempre me tira da minha zona de conforto porque querendo ou não, chega um altura da faculdade que você tem mais contato com determinados professores e amigos que pensam de forma muito semelhante a você e exigem pouco da sua contra-argumentação, mas quando você volta pro ninho da sua família você é obrigado a encarar que a maioria das pessoas compreende o mundo de forma diferente de você. Mas eu já não vejo isso como algo negativo, com eu não vi o período eleitoral deste ano(2018) como negativo, pelo contrário me mostrou que eu sei sustentar meus argumentos quando eu preciso.
Esse texto é sobre bullying, negligência, superproteção e educação. Esse texto não é acadêmico nem teórico, ele é baseado unicamente nos argumentos e opiniões que eu já ouvi e li sobre o assunto e nas minhas reflexões sobre o mesmo. Meu objetivo geral com esse texto é (na minha perspectiva) conciliar algumas ideias que parecem conflitantes e mostrar um pouco de um caminho possível pra entender e lidar com essas questões.
Andei pensando sobre o conceito de geração mimi. A teoria de que a geração atual reclama de tudo e é muito sensível; de que antigamente não existia bullying (ou "eu sofri bullying e sobrevivi") e o argumento de que "eu sofri bullying e isso me fez crescer". Realmente quando a pessoa consegue lidar com o bullying sem maiores problemas ela aprende algo com isso, ela aprende que o mundo é injusto e insensível e a lidar com isso se calando, aceitando ou revidando (sendo tão ou mais violento do que foram com ela) o que significa admitir e reproduzir a injustiça, a violência.
Eu me pergunto se esses sobreviventes do bullying não gostariam de viver em um mundo mais justo e se não percebem que a propagação da ideia de que o bullying (violência) é uma coisa ruim é uma tentativa de ensinar as próximas gerações que a injustiça não deve ser aceita, não deve ser reproduzida nem admitida. O bullying não é só bullying, ele é o berço da violência e da injustiça, e é o espelho do que a criança vê em casa.(ME, 2016)
Afinal, como lidar com o bullying na educação evitando que a criança se acomode com a injustiça mas sem permitir que ela esteja despreparada para lidar com situações injustas sozinho?
De fato é um desafio encontrar o equilíbrio saudável entre entre a negligência e a superproteção, mas a educação demanda tempo e paciência e deve-se partir do pressuposto de que a criança é capaz de te entender e portanto o diálogo é a principal ferramenta. 
A negligência de um situação de bullying como quando um adulto ensina a criança a ignorar, diz que aquilo é normal e que a vida não é justa mesmo ou que ele tem que resolver sozinho, pode resultar em um sujeito que é violento ou simplesmente aceita ser vitima de todo tipo de violência, perpetuando a ideia de que a injustiça é a regra do mundo. A superproteção, que seria quando uma criança que sofre uma situação de bullying e é retirada da escola, afastada do agressor e nenhum tipo de diálogo sobre a situação é realizado pode resultar em um sujeito que sempre que encontrar uma adversidade ou ameaça, simplesmente desiste do que vinha planejando, nunca refletindo sobre o problema e sobre fomas de enfrentá-lo.
A melhor forma de lidar com a situação seria um dialogo com a criança que foi vítima do bullying, explicando que o que aconteceu foi errado e que ele nunca deveria aceitar aquela situação, que injustiças e violência podem acontecer em diversas situações mas a forma certa de reagir a isso é buscar sempre mudar a situação e torná-la justa, - enquanto criança, a melhor forma de fazer isso seria conversar sobre o caso com um adulto de confiança;  Com a criança agressora também deveria acontecer um diálogo com as mesmas informações - existe uma grande possibilidade de uma criança agressora ter sido vítima de algum tipo de violência - e mostrar que a melhor forma de lidar com isso é combater e não reproduzir pode ajudar numa mudança de comportamento.
Nunca seja ingênuo de acreditar que tentar evitar que uma criança pratique violência sendo violento com ela possa ser efetivo.
É claro que um único diálogo não será suficiente para findar todos os comportamentos violentos, mas esse formato de intervenção quando utilizada como método contínuo de educação minimiza a possibilidade da produção de comportamentos violentos, passivos ou inseguros permitindo que a criança esteja preparada para lidar com situações de violência sem reproduzi-la nem tão pouco aceitá-la.


quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Cliques de janeiro

Eu já comentei que perdi totalmente o hábito de fotografar depois de alguns anos de faculdade, um dia desses eu estava fazendo uma varredura no arquivo aqui do blog pra encontrar fotos antigas que eu não tenho mais em outros lugares e fiquei impressionada com algumas imagens que eu capturei com 12, 14, 16 anos e fiquei com ainda mais vontade de voltar a praticar a fotografia, então resolvi fazer uma post mensal de cliques, espero que eu consiga superar o que eu produzia quando mais nova!






Eu  passei o inicio do ano na casa da minha madrinha na cidade de Santo André, todos os cliques acima foram feitos na casa dela e bem próximo ao meu primeiro estilo fotográfico que é mais minimalista, outra coisa que eu quero fazer em relação à fotografia é estudar um pouco mais de técnica e de estilos.








Essas fotos eu tirei no dia que fui na República onde meu irmão mora, também em Santo André, também fomos na Av Paulista, fui no Parque Trianon, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional e até em um pedaço do MASP, mas ainda estava tímida para tirar fotos de pessoas e entre pessoas.




Essas ultimas fotos que, a propósito, foram minha preferidas foram tiradas em Andradina na casa da minha mãe por volta do dia 31 quase caindo fora do mês, vocês podem perceber que eu continuo amando sol, texturas, plantas e desfoque, vem com tudo 2019!

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Receita Vegetariana #1

Essa serie de posts vai ser para acompanhar meu desenvolvimento como vegetariana e pra registrar receitas pra quando eu estiver sem ideias, vou fazer tanto ideias de lanches simples pra sugerir combinações de sabores até receitas mais complexas pra momentos especiais, inicialmente eu pretendo fazer pelo menos uma receita por mês, mas pode ser que eu mude a frequência durante o ano.
Eu nunca gostei de mexer com carne, cozinhar, temperar, o que fosse, quando eu tinha que cozinhar pra mim sempre preferia fazer pratos sem carne ou comprar coisas fáceis de preparar, mas a questão é que por isso eu valorizei muito as receitas sem carne que eu aprendi a fazer, principalmente as baratas e gostosas! Então a primeira receita que eu vou postar vai ser uma que eu já faço e amo ha muito mais tempo do que sou vegetariana.

Receita: Macarrão com Molho Branco e Brócolis.


Ingredientes:

3 colheres de margarina
4 colheres de farinha de trigo
1 litro de leite
1 caixa de creme de leite
sal
noz moscada ralada
200g de Brócolis picado lavado (ou quanto você quiser colocar, o tamanho dos pedaços também fica a seu critério)
Macarrão
óleo

Preparo:

1. Derreter a margarina em uma panela em fogo alto
2. Acrescentar a farinha à panela e misturar até ficar homogêneo.
3. Acrescentar o leite aos poucos mexendo a mistura uniformemente.
4. Colocar o tempero(sal e noz moscada) de acordo com a sua preferência.
5. Acrescentar uma caixa de creme de leite.
6. Colocar o brócolis picado o molho e mexer até a mistura atingir a consistência desejada.
7. Cozinhar o macarrão com um pouco de óleo e sal.
8. você pode colocar o molho no macarrão antes de servir ou deixar em recipientes separados parar saber juntados no prato.
Pronto! Fácil de preparar, ingredientes muito fáceis de achar, nada caro nem complexo, um refeição e tanto e uma delícia na minha opinião.

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Metas para 2019


Eu pensei em escrever esse post, depois desisti, depois pensei de novo, e deixei pra depois, também fiquei super empolgada com voltar pra cá, e depois desanimei, eu tenho muito esses autos e baixos na minha vida, mas eu já falei que eu tenho esse problema de não tentar por medo de me frustar e to lutando contra isso, e uma das formas de fazer isso é continuar no blog, e outra é criar metas pro ano que está começando.

Então esse post é sobre isso, minhas metas pro ano de 2019, eu decidi estabelecer metas bem realistas e materiais no sentido de serem palpáveis, possíveis e verificáveis. Eu esperava muito pouco de 2018 e foi um ano maravilhoso, e eu acredito que com mais organização e disciplina eu posso conquistar ainda mais felicidade.

O post ta aqui pra registrar e eu pretendo colocar essas imagens em um mural pra ter o lembrete constantemente no meu campo de visão, que foi um dica que eu vi por ai.



1.Continuar a Terapia

Uma das metas de 2018, ainda que eu não tenha firmado muito bem esse acordo comigo, era começar a terapia, primeiro porque é uma coisa muito importante pra qualquer estudante de psicologia passar pela experiência de ser atendido por um profissional da área e dar a devida atenção à sua saúde mental pra poder dar atenção pra saúde mental de outras pessoas nos seus estágios e depois da graduação na sua atuação profissional; segundo porque como eu também já comentei aqui a vida acadêmica me adoeceu um pouco e me fez perceber as questões que eu já trazia ha mais tempo e eu sabia que eu não conseguiria lidar com isso sozinha, então eu fui atrás de ajuda profissional. Eu fiz 3 meses de terapia com uma psicanalista que foi bom em alguns pontos mas eu acabei tendo alguns problemas com o atendimento e busquei outra, fiz 5 sessões com uma terapeuta cognitivo-comportamental e tive que interromper o atendimento por causa do período de férias mas pretendo continuar com ela assim que volta pra Catalão. Fazer terapia talvez tenha sido a coisa que mais me ajudou a resgatar minha essência e me encorajou a voltar a ter esperança e querer planejar e buscar metas, então continuar nela é garantir que vou continuar nesse caminho cuidando do meu futuro e da minha saúde mental.


2. Parar de comer carne

Eu nem lembro quantos anos eu tinha quando eu disse pros meus pais na mesa que eu não queria mais comer carne, porque "tadinhos dos animais" minha decisão não durou muito mas a vontade nunca morreu, eu continuei comendo carne, mas fui amadurecendo a ideia, por muito tempo eu acreditei que não tinha maturidade pra administrar uma dieta sem carne que não me fizesse ficar doente (pra ser sincera, eu não tinha maturidade nem pra administrar um dieta com carne que não me fizesse ficar doente), e quando eu era mais nova e morava com meus pais eu era extremamento enjoada com comida, não comia folhas, pouquíssimos legumes, a unica coisa que eu nunca tive restrições e comia até mais do que meus pais gostariam eram frutas, então quando eu comecei a experimentar mais coisas e encontrar interesse em sabores dissociados da carne eu comecei a perceber que o ovo-lacto-vegetarianismo parecia mais possível, então em 2018 eu diminuí ao máximo meu consumo de carne, um facilitador foi o restaurante da minha universidade que oferece opção vegetariana de prato proteico. Eu coloquei como meta pro ano parar de comer carne sem muita pressão planejando que até o final de 2019 eu tenha parado, mas por enquanto (e eu sei que ainda é dia 8 mas) não comi nenhum tipo de carne esse ano, espero continuar assim.

3. Me exercitar regularmente

Me exercitar foi algo que eu tentei começar em 2018, inclusive correr, que foi algo que eu sempre achei estranho (kkk) mas que eu descobri que me faz muito bem física e psicologicamente, mas acabei tendo algumas dores de cabeça e parei, mas assim que eu passar por um médico que possa me orientar em relação a isso eu pretendo começar novamente.

4. Ter controle financeiro e guardar dinheiro

Essa é a meta de todo ano e todo mês não é mesmo hahahah mas eu fiz alguns planos que pra cumprir eu preciso de algum fundo e acho que conseguirei atingir meus objetivos se tudo correr como planejado (inclusive acho que vou fazer meus money jars porque é bonitinho demaaaais.

5. Aprender Espanhol.

Eu concluí meu curso de inglês em 2018 (!!!!) e já faz um bom tempo que eu tenho vontade de aprender espanhol pra ter um mais fácil acesso a cultura sul-americana e quem sabe poder viajar pra países mais próximos logo, a América do Sul tem lugares maravilhosos!

 6. Me Formar

Eu já achei que eu precisaria de pelo menos 6 anos pra me formar mas 2018 colocou tudo nos eixos de um jeito (reparem em todos os encaminhamentos de metas) e me fez me sentir que eu to num lugar tão certo e tão bem encaminhada, entendendo o que posso aproveitar de cada vertente teórica, em que área quero atuar e sobre o quero pesquisar pro meu TCC e já não tenho mais tantas disciplinas atrasadas, só tenho uma do núcleo comum e uma de núcleo livre(uma disciplina que eu posso escolher!), e dois semestres pra cumprir. Então a meta ta aqui pra lembrar que eu posso concluir essa fase da vida esse ano!


Também tem algumas coisas pontuais que eu planejei, de menor magnitude como ir ao festival João Rock (pelo 4º ano seguido), fazer duas tatuagens (Universo no potinho e Leão Mandala) Comprar um teclado (finalmente?), me dar um ensaio fotográfico de presente (uma questão de auto-estima) e fazer uma viagem (que ainda não ta muito definida mas deve ser pra chapada dos veadeiros ou alguma cidade turística de goiás pra minha despedida do estado.