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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

Mato e Imagem.

Pra começar eu vou voltar a me comportar como uma artista rebelde, nada de fotos do mês, projeto fotográfico, 52 Weeks, nada dessas coisas que ficam tentando me encaixotar, eu vou postar umas fotos que eu tirei e gostei, o próximo post de fotos pode ser amanhã ou daqui 5 meses, minha criatividade sempre funcionou assim, aproveitem os retratos daquilo que me faz sentir em casa, a natureza.






Honestamente? eu vim para aqui porque to com preguiça de ir lavar a louça, foi uma grande falta de motivos pra não ir que acabou me fazendo visitar esse blog mais uma vez.
Daí vi que não tinha postado o texto que eu fiz no final do ano sobre todo o processo que foi a faculdade e morar 5 anos sozinha e tudo que aconteceu por la, e postei. dai eu lembrei que destranquei meu twitter esse dias e me senti um pouco mais fora da minha bolha. Lembrei que mesmo que eu tenha diminuído bastante a frequência dos textos que eu escrevo eu não deixei nunca de falar sobre o que eu penso, o twitter sempre foi meu instrumento pra externalizar algumas coisas que só precisavam sair e também pra compartilhar aquilo que eu achava que deveria ser compartilhado. É até engraçado porque INFP que sou, socialmente eu sou mais calada, só me manifesto quando acho extremamente necessário, e meu twitter (ainda mais quando trancado) é um espaço em que eu me sentia segura pra falar sobre as coisas, por isso eu sempre acho que ainda que eu não converse pessoalmente com as pessoas, quem me segue ali conhece realmente minha forma de pensar.
Agora eu já lavei a louça, fazem horas que eu comecei a escrever esse texto, e ele não tem bem um objetivo, no geral é pra dizer que eu quero voltar pra cá, e que lembrei que o twitter é uma bom a fonte de inspiração, que eu quero voltar a construir esse espaço aqui pra ter registros mentais, pra voltar a ter orgulho de mim, continuar me organizando nessa montanha russa que é a evolução mental

terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

Um texto que também tem que estar aqui

Cinco anos atrás eu mudei de estado e descobri o que era rensga, trela, rata, xapi, liguinha, bão passado, pé rachado, rebenta pipoca, batê remédio e roê pequi, opa, piqui (tumate, bulacha, uai sô!) Anemm vei! Eu fui morar sozinha em um lugar completamente novo, fui aprendendo a me virar, foi aprendendo a ser goianinha, e fui criando minha própria família. Tive minhas crises de meio do curso, as crises de identidade e também as de ansiedade (terapia é essencial, anotado, meant to be psicólogos?) aos poucos eu fui me encontrando, por dentro e por fora, encontrei amizades incondicionais, encontrei minha rede de apoio, encontrei minha ênfase e minha área preferidas, encontrei minha essência, encontrei espaço pra arte e resistência (e amor e acolhimento), encontrei o tema do meu tcc, me encontrei estagiando em áreas que eu nunca imaginava, encontrei força e serenidade pra chegar aqui. Encontro né? Sentido né? foram as palavras que nortearam as falas do Maurício e da Jana na Aula da Saudade, e não me resta dúvida que foi daí que saíram minha força e minha serenidade, dos encontros que eu tive, dos sentidos que eles tiveram, tudo que eu aprendi e cresci com cada pessoa que mexeu com meus afetos, tenho certeza que é eterno. Antes que eu leve bronca, isso aqui não é despedida, é só um marco, um agradecimento, um lembrança de que a psicologia me ensinou muito mas a coisa mais importante que eu aprendi foi escolher os encontros mais humanos, com mais sentido, sempre que possível.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

Uns autorelatos

 Faz tanto tempo que eu não abro isso aqui só pra deixar minha imaginação correr solta, tanto, mas tanto, mas tanto tempo, eu devo ter parado naquela época que eu tava terminando o ensino médio ou prestes a entrar na faculdade. Eu to prestes a terminar a faculdade, faz tanto tempo que eu não escrevo um crônica real assim que to até ansiosa e com medo de não conseguir. Eu to encerrando meu TCC. Na verdade eu só to aqui agora pra fugir um pouco disso, falta muito pouco pra terminar e eu to com medo de sei la, não conseguir dormir nunca mais ou eu não sei. Eu só só quero terminar hoje  mesmo sabendo que eu devia estar dormindo e em vez disso eu to aqui.
Hoje eu to aqui, agora eu to aqui. No quarto da minha kitnet, no setor universitário, em Catalão, em Goiás. Daqui a um mês eu não vou estar mais aqui. e não vou mais voltar pra cá. Associação livre, eu aprendi, na aula de técnica psicanalítica. Pena que a escuta flutuante é a minha mesmo, e a sua, mas provavelmente sua devolutiva não vai chegar pra mim.
Enfim.
Eu mudei demais, mudei demais mesmo, mas o que continua igual é minha vontade de ser meio heroína, heroína da vida real, de enfrentar as desigualdades do mundo e as injustiças, a diferença é que agora eu tenho outra habilidades pra isso, e por isso eu já andei criando mil planos na minha cabeça sobre como vai ser voltar pra minha cidade. E tem isso, tudo que eu queria 5 anos atrás era sair de lá e nunca olhar pra trás, hoje eu me sinto mais madura nesse sentido, minha vontade é criar
minha própria história la, diferente da antiga. Não sei por quanto tempo estarei lá mas quero fazer a diferença enquanto estiver.
Olha eu ja viajando de volta pra lá. 
Não. Eu ainda to aqui e sobre isso, nada me deixa mais feliz do que ver alguém me tratando como um porto seguro, um alicerce. tava falando sobre isso depois do encerramento do estágio, eu posso não estar segura em nada mas quando eu perceber alguém precisando de segurança eu viro cimento, é um característica minha tão intrínseca que eu não sei como o maldito do Supervisor de estágio consegui desenterrar de mim, aliás eu sei sim, é porque ele é psicólogo incrível e incrivelmente humano. Maurício, muito obrigada.
Então. Foco.
Eu tenho isso também, fico tão feliz quando alguém me pede ajuda, acho que é aquela coisa, ninguém pede ajuda pra quem não transparece força ou conhecimento, e eu não sei quem me ensinou a compartilhar tudo que eu tenho de material e de abstrato mas eu aprendi com força. Por isso que minha vontade é trabalhar com saúde ou educação pública, eu quero ser paga pra oferecer serviços gratuitos. Eu quero ser instrumento da redestribuição de renda desse país.
Eu perdi a prática mesmo
mas esse texto vai ficar aqui me lembrar que escrver é importante demais, que tem quem quer te ouvir sim meu amor.
ainda vou fazer aquele post sobre o ano, o escrito e o de imagens, tem coisa demais, sempre parece que nada aconteceu, mas aconteceu tanta coisa. que ano icrível.

Uns autoretratos