terça-feira, 18 de fevereiro de 2020
Um texto que também tem que estar aqui
Cinco anos atrás eu mudei de estado e descobri o que era rensga, trela, rata, xapi, liguinha, bão passado, pé rachado, rebenta pipoca, batê remédio e roê pequi, opa, piqui (tumate, bulacha, uai sô!) Anemm vei! Eu fui morar sozinha em um lugar completamente novo, fui aprendendo a me virar, foi aprendendo a ser goianinha, e fui criando minha própria família. Tive minhas crises de meio do curso, as crises de identidade e também as de ansiedade (terapia é essencial, anotado, meant to be psicólogos?) aos poucos eu fui me encontrando, por dentro e por fora, encontrei amizades incondicionais, encontrei minha rede de apoio, encontrei minha ênfase e minha área preferidas, encontrei minha essência, encontrei espaço pra arte e resistência (e amor e acolhimento), encontrei o tema do meu tcc, me encontrei estagiando em áreas que eu nunca imaginava, encontrei força e serenidade pra chegar aqui. Encontro né? Sentido né? foram as palavras que nortearam as falas do Maurício e da Jana na Aula da Saudade, e não me resta dúvida que foi daí que saíram minha força e minha serenidade, dos encontros que eu tive, dos sentidos que eles tiveram, tudo que eu aprendi e cresci com cada pessoa que mexeu com meus afetos, tenho certeza que é eterno. Antes que eu leve bronca, isso aqui não é despedida, é só um marco, um agradecimento, um lembrança de que a psicologia me ensinou muito mas a coisa mais importante que eu aprendi foi escolher os encontros mais humanos, com mais sentido, sempre que possível.
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