Páginas

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

Uns autorelatos

 Faz tanto tempo que eu não abro isso aqui só pra deixar minha imaginação correr solta, tanto, mas tanto, mas tanto tempo, eu devo ter parado naquela época que eu tava terminando o ensino médio ou prestes a entrar na faculdade. Eu to prestes a terminar a faculdade, faz tanto tempo que eu não escrevo um crônica real assim que to até ansiosa e com medo de não conseguir. Eu to encerrando meu TCC. Na verdade eu só to aqui agora pra fugir um pouco disso, falta muito pouco pra terminar e eu to com medo de sei la, não conseguir dormir nunca mais ou eu não sei. Eu só só quero terminar hoje  mesmo sabendo que eu devia estar dormindo e em vez disso eu to aqui.
Hoje eu to aqui, agora eu to aqui. No quarto da minha kitnet, no setor universitário, em Catalão, em Goiás. Daqui a um mês eu não vou estar mais aqui. e não vou mais voltar pra cá. Associação livre, eu aprendi, na aula de técnica psicanalítica. Pena que a escuta flutuante é a minha mesmo, e a sua, mas provavelmente sua devolutiva não vai chegar pra mim.
Enfim.
Eu mudei demais, mudei demais mesmo, mas o que continua igual é minha vontade de ser meio heroína, heroína da vida real, de enfrentar as desigualdades do mundo e as injustiças, a diferença é que agora eu tenho outra habilidades pra isso, e por isso eu já andei criando mil planos na minha cabeça sobre como vai ser voltar pra minha cidade. E tem isso, tudo que eu queria 5 anos atrás era sair de lá e nunca olhar pra trás, hoje eu me sinto mais madura nesse sentido, minha vontade é criar
minha própria história la, diferente da antiga. Não sei por quanto tempo estarei lá mas quero fazer a diferença enquanto estiver.
Olha eu ja viajando de volta pra lá. 
Não. Eu ainda to aqui e sobre isso, nada me deixa mais feliz do que ver alguém me tratando como um porto seguro, um alicerce. tava falando sobre isso depois do encerramento do estágio, eu posso não estar segura em nada mas quando eu perceber alguém precisando de segurança eu viro cimento, é um característica minha tão intrínseca que eu não sei como o maldito do Supervisor de estágio consegui desenterrar de mim, aliás eu sei sim, é porque ele é psicólogo incrível e incrivelmente humano. Maurício, muito obrigada.
Então. Foco.
Eu tenho isso também, fico tão feliz quando alguém me pede ajuda, acho que é aquela coisa, ninguém pede ajuda pra quem não transparece força ou conhecimento, e eu não sei quem me ensinou a compartilhar tudo que eu tenho de material e de abstrato mas eu aprendi com força. Por isso que minha vontade é trabalhar com saúde ou educação pública, eu quero ser paga pra oferecer serviços gratuitos. Eu quero ser instrumento da redestribuição de renda desse país.
Eu perdi a prática mesmo
mas esse texto vai ficar aqui me lembrar que escrver é importante demais, que tem quem quer te ouvir sim meu amor.
ainda vou fazer aquele post sobre o ano, o escrito e o de imagens, tem coisa demais, sempre parece que nada aconteceu, mas aconteceu tanta coisa. que ano icrível.

Uns autoretratos