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quarta-feira, 28 de setembro de 2016

O que eu preciso abandonar pra trazer o blog de volta a vida.

Oi! Aqui é a Bê :) Já faz um tempo que ando pensando em voltar a escrever, sempre me fez bem, mas eu parei por alguns motivos que serão citados nesse post e que serão abandonados a partir de agora, talvez seja de utilidade pública falar sobre isso mas talvez só ajude a mim mesmo a organizar meu pensamento, anyway, enjoy :)

1.O medo de atingir

Quantas vezes escrevi algo, que passava uma mensagem que eu queria passar ,e deixei de postar porque pra explicar meu objetivo eu utilizei de exemplo uma situação da minha vida pessoal que envolvia alguém que eu imaginei que poderia se sentir ofendido ou mesmo incomodado de ser mencionado ali mesmo que indiretamente, ou critiquei uma atitude e tive receio de que alguém se sentisse diretamente criticado e levasse para o lado pessoal.

2.A vergonha de pedir opiniões

Eu  fazia muito o tipo "fechem os olhos estou escrevendo", sempre compartilhava só com quem eu nunca vi na vida e morria e vergonha quando alguém me falava pessoalmente que tinha lido mas come on, eu sou tão calada, converso pouco, e um jeito de expressar o que eu penso é escrevendo esses textos e quem melhor pra entender o que eu quero dizer com eles do que as pessoas do meu convívio pessoal? Sem falar que é sempre bom ouvir uma segunda opinião antes de postar pra ver se eu não esqueci de especificar algo por estar obvio na minha cabeça

3.O medo de errar


Aqui vai um esclarecimento pra quem quer saber porque eu sou tão calada, as pessoas são difíceis. Elas procuram minuciosamente um motivo pra te criticar. E meu pensamento é complexo: se eu achar que não ha tempo da minha parte ou paciência da parte do ouvinte pra explicar todos os pontos e não deixar brechas para duplas interpretações no que eu vou dizer eu não digo, e eu não escrevo.

4.A convicção de que posso agradar a todos.

Eu costumo dizer por aí que eu sou um amorzinho. Eu gosto de ter um bom relacionamento com todos e realmente me vigio muito pra não fazer críticas infundadas ou ofender alguém. (Quando eu percebo que ofendi alguém minha pressão cai e eu não estou exagerando) Mas o que eu disse no último tópico é verdadeiro: as pessoas procuram motivos pra te criticar e se não for pelo que você disse será por você nada dizer; então a partir de agora busco críticas por aquilo que eu escrever.


E vamos debater! Se não quiser se manifestar publicamento nos comentários minhas redes sociais estão na lateral do blog :)

sábado, 24 de setembro de 2016


Devia estar lendo, devia. Mas finalmente surgiu uma ideia pra me fazer soltar a língua mais uma vez e dar vida ao blog novamente, e tem a ver com isso de dever estudar, prioridades e faculdade, mas também tem a ver com pessoas, relações, psicologia na prática.

Desde mais nova eu gosto de observar as pessoas e entender por que elas agem de alguma maneira, talvez isso tenha me trazido pro curso de psicologia, provavelmente influenciou também na minha personalidade altamente empática mas eu nunca soube me relacionar muito bem, na escola eu sabia cada bordão, conhecia cada piada interna, e de algum jeito talvez não explicável eu gostava de cada pessoa com quem eu compartilhava as aulas e as manhãs, lhes desejava o bem, torcia  por eles, ficava feliz por eles; mesmo sabendo que não se importavam comigo e eu era motivo de chacota. Me machucava, mas isso nunca mudou  minha empatia. 
Uma professora de um outro curso me disse um dia desses que acha absurdo estudiosos academicistas que estudam, defendem, idolatram certos teóricos mas não aplicam suas idéias em sua vida cotidiana e eu concordo; muito se fala no curso de psicologia sobre respeitar a individualidade, entender o contexto, mas na prática isso pouco importa. 
Nesse semestre surgiu uma situação nova pros recém veteranos (minha turma) da psicologia, Estágio básico:  uma disciplina que divide a turma em duas, com diferentes professores que dá prioridade de direito de escolha pra quem tem a maior média global (melhor média de resultados em notas desde o começo do curso). O único critério que a maioria tem pra escolher é a opinião de quem já teve aula com os professores, e tendo os veteranos anteriores dito que determinado professor era melhor, os 25 alunos com melhores médias escolheram esse e os outros ficaram com o outro, sem direito de escolha (vejo outros dois problemas no contexto, sendo um que nos deixamos levar pela opinião subjetiva de outros estudantes como nós, sem conhecer nada sobre o professor, o outro que temos muito poucas opções oferecidas pela faculdade.) Mas o fato é, isso gera uma certa visão de quarta série A e B, quando os considerados bons alunos ficam na A e os considerados piores na B. 
Eu não fiquei entre as 25 melhores médias globais, eu não consigo me dedicar tanto à faculdade e por vezes eu me vejo junto com outras pessoas criticando quem se cobra muito, quem se foca só nisso, mas baseado na experiência pessoal, dizendo que quem vive assim não vive bem; mas na realidade a gente não sabe, não temos como saber se a pessoa não se sente bem com isso, não entendemos, não conseguimos entrar na cabeça da pessoa e muitas vezes não buscamos conversar com quem é tão diferente de nós. Do mesmo jeito deve ser duro pra essas pessoas entender por que é tão difícil pra nós nos dedicar tanto quanto elas; o que nem nós sabemos, mas nos faz pensar que quem consegue acaba por prejudicar sua saúde mental. Isso me fez pensar na facilidade com a qual criamos desafetos desnecessários com as pessoas de nosso convívio, a questão da divisão da turma pelo desempenho acadêmico foi só um exemplo. A ideia  central que quero passar aqui é, eu não tenho e não vejo motivo pra ter nenhum tipo de apatia em relação a quem tem uma personalidade diferente da minha, ou a quem acredita em um deus ou religião, ou quem se sente pleno e satisfeito dedicando tanto tempo aos estudos quanto é necessário para ter um notável desempenho acadêmico. Não acho que seja passível de critica quem muito se aplica aos estudos e nem aquele que aparentemente não destina a eles a menor atenção porque o que importa é se a pessoa dispõe de saúde mental e eu torço pra que todos tenham um amigo que possa observar e ajudar no caso de se estar prejudicando a própria saúde.