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sexta-feira, 19 de junho de 2015

Adotei um gato

Minha mãe nunca gostou de gatos e nunca me deixou ter um, mas agora, além de morar sozinha são seiscentos os quilômetros que nos separam; não que isso me agrade todo o tempo, mas ainda não me cansei dessa liberdade
Uma professora do meu curso de psicologia comentou que é muito comum entre estudantes que saíram da casa dos pais pra morar sozinhos ou com desconhecidos criar o hábito de cultivar plantas ou adotar animais de estimação; faz todo o sentido: você sente falta de ter um relacionamento enraizado, familiar, e se você adota um filhote você cria isso, um relacionamento que existe desde que o bichinho nasceu.
Morar sozinha é bom quase o tempo todo mas estar sozinho não. Ter um gato significa ter pequenos momentos felizes e explodir de amor dezenas de vezes por dia. E a melhor sensação sem dúvida é deixar o bichinho livre, a porta aberta, e saber que ele não vai longe, que ele volta logo, que vai se esquentar em você em noites frias.

segunda-feira, 15 de junho de 2015

É como se eu não fosse minha 
e ao mesmo tempo tão minha que não poderia me dividir com ninguém. 
Detesto ter nascido nesse meio todo imperfeito.
 Não que eu seja perfeita. 
Longe disso,  aliás. 
Mas fui ensinada que não me pertenço,  
que não me comando,  
que não me mereço.  
E mesmo depois de muito refletir e perceber os erros no que aprendi a ser,
 descobri que meu subconsciente existe e ainda não se convenceu. 
Ainda não me pertenço,  
não me comando 
nem me mereço.