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terça-feira, 10 de março de 2015

Talvez sim, eu devesse me permitir perder um pouco o controle, sair um pouco de mim, dessa casca que eu criei contra os espinhos da vida, eu sei que as pessoas não são os monstros horríveis dos quis minha mãe achava que me protegia; falo dos espinhos não intencionais, as rosas não desejam nos ferir, por isso criei uma casca de auto-controle, pra não me permitir me iludir, têm funcionado, devo dizer, mas do mesmo jeito cria barreiras e afasta as pessoas, e isso machuca do mesmo jeito. E talvez, talvez sim, eu precise de uma pequena ajuda pra sair dessa casca que de proteção passou a ser o maior obstaculo entre mim  a felicidade

quinta-feira, 5 de março de 2015

Meus sonhos e a paralisia do sono.

A maioria de vocês já deve ter ouvido ou lido alguma coisa sobre a paralisia do sono, se não, principalmente se você passa por isso, fico feliz em ajudar a tirar um peso das suas costas e te tranquilizar ou compartilhar uma informação nova. Se não sabe o que é clique aqui. Meus sonhos são sempre confusos e quando eu tenho a paralisia é agoniante, escrevi esse texto descrevendo minha ultima madrugada.

Uma livraria, top, enorme, dois andares, mas as luzes estão se apagando, eu não encontrei o livro que eu queria a tempo, tudo bem, tem mais de dez livros pra serem lidos em casa. Muda o cenário, agora é uma casa, grande, área na frente e atrás, a lua está absolutamente lida, mas eu tenho que procurá-la entre os prédios pra enxergar. Tem um garoto ali e ele conversa um pouco comigo, mas em duas outras garotas também e eu não sei qual a relação dele com elas, falamos um pouco sobre livros, sobre a lua, sobre um garoto que na minha mente parece mistura de duas pessoas de verdade e um personagem de alguma série, todo mundo conhece ele ali, ele morava naquela cidade antes de mudar pra minha. Agora parece que estou na casa da Gabi, quem eu vejo é a gabi da blogsfera, mas ela se comporta como a Gabi de Sorocaba, ela me mostra as cartas que eu mandei pra ela. Ok, agora estou na casa de um prima minha, lavo a mão, na parte da tatuagem e imagem some, entro em desespero, como uma tatuagem permanente pode sumir, depois lavo de novo e ela aprece, alguma coisa estava cobrindo ela antes. Rápido demais, estou em casa. vejo minha vó entrando em um quarto, vejo minha mãe entrando na sala com a minha vó, mas como minha vó pode estar em dois lugares, olho pro quarto, a luz do closet está piscando, medo, eu sinto medo e ai eu acordo, o corpo paralisado, não consigo me mexer, eu ouço vozes, não me pergunte o que diziam, parece que ela falavam o que eu pensava que seria mais assustador, mas eu me controlo, eu sei que é paralisia do sono, começo a forçar meus dedos a se mexerem e gradativamente começo a conseguir mexer o resto do corpo, finalmente consigo, pego e celular, mexo um pouco no twitter e volto a dormir.

Falei

Eu crio expectativas,
não cobro. 
Eu me decepciono, 
não culpo.
Estou lendo um livro da Bruna Vieira cheio de textos sentimentais e ótimas metáforas, percebi que eu não sou diferente de ninguém na hora de sentir. Eu sou na hora de agir.
Me preocupo demais com os outros e espero que sejam do mesmo jeito comigo, se não são eu não os culpo,  eu não reclamo, fui eu que criei aquela expectativazinha idiota; a culpa é minha. 
Uma das minhas melhores amigas me disse que eu pertenceria à facção Abnegação da trilogia Divergente. Eu disse que ficaria entre entre Abnegação e Amizade. Na verdade eu sou perfeitamente capaz de perder uma noite de sono muito necessária pra ajudar um completo desconhecido, só porque eu sou assim, me sinto na obrigação de ajudar pessoas, sei que as vezes 'estar ali' já significa muita coisa. Mas acho que abnegação é mais do que eu sou. Eu tenho vaidade, tenho meus sonhos, minhas ganancias. então acho que sou mais um caso de amizade pública. hahaha. Cá estou eu me definindo através de uma teoria de uma trilogia da qual eu não cheguei nem no segundo livro.
Eu fico observando as pessoas, me sinto tão forte, mas não, eu não sei demonstrar meus sentimentos. eu queria que eles soubessem. eu queria conseguir chorar no ombro dos meus amigos quando alguma coisa me deixa mal, eu queria conseguir admitir minhas fraquezas e tudo que me incomoda, mas eu não sei. Eu não sei admitir que a vida real é difícil pra mim também. 
Todos os meus desabafos vão em forma de metáforas pro twitter, ninguém entende e eu me sinto mais leve.
E eu acho que eu parei de escrever por medo de expor meus sentimentos também. não sei. pode ser

Quando você quiser eu sou sua.

Eu sei que eu não devia me sentir assim, que eu não devia ter me permitido me afeiçoar tanto a você. Você me avisou, você e instável, pode sumir a qualquer momento, ainda mais morando tão longe, não tendo nem seu telefone. Tendo nunca te visto pessoalmente.
Mas eu gosto, eu gosto do seu jeito, eu gosto de gente que precisa de ajuda, pois é. Mas você se preocupa comigo, gosto disso também, de quando você me da broncas, e das besteirinhas que você fala e volta atrás logo depois, como que pra eu não sentir, mal sabe você, eu gosto.
Você diz que é sozinho, que só faz mal pras pessoas, pediu pra eu não me apegar. Desculpa se eu te decepcionei, você me faz bem e eu quero te conhecer.
Aquela parte bem clichê do texto que eu falo que eu sinto por você uma coisa que nunca senti por ninguém, pelo menos não desse jeito, mas é em outro sentido.
O que me irrita em você? meu medo de você sumir pra sempre, quando você me da bronca e eu tenho medo de fazer o mesmo e você aproveitar pra sumir, por isso eu nunca te cobro.
Eu não sei se isso é bom, mas quando você quiser eu sou sua.