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quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Empatia

Já ouvi coisas do tipo "tem gente que trata bicho como se fosse gente, como se fosse um filho" e me perguntei qual a diferença; Adotei uma gata assim que vim morar sozinha e trato ela como filha sim, dorme na cama comigo, vive no colo, gastei com cirurgia quando ela não conseguiu parir. Chorei igual criança de ver ela anestesiada depois da cirurgia; não vejo diferença entre ela e qualquer pessoa que eu gosto ou me importo, a não ser o fato e que ela não tem mais ninguém pra se preocupar com ela
Eu sempre vi o ser humano como qualquer outro animal, nunca enxerguei essa superioridade que as pessoa vêem. Não consigo acreditar que os animais não têm consciência, alguma eles têm que ter, nada é movido puramente por instinto, todo aprendizado tem uma base no consciente; Assim como não entendo as religiões que afirmam que os animais não têm alma. Mesmo sendo cética, acredito que essas instituições deveriam promover a igualdade não só entre humanos pois foi toda a organização social possibilitada por essa suposta superioridade da especie humana que tornou o mundo um lugar mais difícil pra sobrevivência dos animais.
Nunca gostei de matar insetos; quando pisava em um besouro ou acidentalmente esmagava uma lagarta com a mão me sentia horrível, uma agonia ressoante e contínua. e assim com qualquer outro bicho, sentia empatia por todos, imaginava como seria se esmagada por um chinelo gigante. Consegue se imaginar no corpo de uma barata? Eu conseguia
Partindo pra linha de raciocínio do que nos separa dos outros animais, o ser humano é o único animal que segue um padrão de beleza mutável, na natureza o normal é a fêmea escolher o macho baseada no porte físico visando transmitir o fenótipo para seus filhotes (ou pelo menos foi o que meu professor de biologia do ensino médio me disse) e entre os humanos, ambos procuram no parceiro um padrão de beleza vendido pela mídia de consumo (não sempre, mas na maioria das vezes);
pensar sobre nossa existência, pensar sobre nosso pensamento, me pergunto se isso é bom, e isso me fez ter uma crise sobre meu curso, será que vale a pena estudar sobre o pensamento? Será que vale a pena estudar? Vi de longe até uma vontade de largar tudo e ir viver. Apenas viver das coisas que a natureza dá, ou costumava dar, antes da intervenção dos humanos superiores, desculpa ser tão de humanas.

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Sobre a primeira greve, o DA, e achar que universidade é mais que um curso



Eu não tinha muita ideia de como funcionava a faculdade antes de entrar, mas eu sabia que lá existia uma galera mais politizada do que a média e também que era uma fonte de arte e cultura concentrada então entrei na faculdade buscando movimentos sociais e expressões artísticas. O primeiro movimento político que eu conheci na faculdade foi o Ocupa R.U. que era uma ocupação no prédio do Restaurante Universitário todas as quintas feiras na qual aconteciam rodas de discussões, exposições artísticas, apresentações culturais em protesto pelo motivo de o R.U. estar construído ha mais de 3 anos e ainda não operar. A Ocupação oficial era só as quintas mas o prédio também era usado diariamente como Centro de convivência (outra obra que já deveria estar pronta no campus) com uma mesa de ping-pong e puffs pra galera socializar; e frequentando esse espaço diariamente conheci uma galera que falava sobre assuntos interessantes: segregação social, racial, de gênero; movimento estudantil; politica em geral. Me convidaram pra participar da chapa que eles estavam organizando pra concorrer ao Diretório Acadêmico (Que é o órgão de representação estudantil máximo da faculdade, que representa todos os cursos; abaixo dele existem os Centros Acadêmicos, um pra cada curso). Fomos a unica chapa inscrita e antes das férias fomos eleitos. Pouca gente aparecia nas reuniões, sempre as mesmas pessoas, mas essas pessoas eram as melhores possíveis na minha opinião, sempre dispostas a ajudar voluntariamente qualquer projeto e cobrar do diretor e do reitor os direitos dos estudantes.
Assim que os professores entraram em greve nós (do DA) convocamos assembléia estudantil e fizemos uma votação pra entrar também em greve estudantil, no fim a assembléia estava esvaziada mas a greve passou por unanimidade
Com a greve votada fomos à assembléia universitária na UFG regional Goiânia onde conhecemos uma galera do movimento estudantil de lá. Na mesma semana fizemos um almoço comunitário pra alunos, funcionários e comunidade em geral que precisasse, fizemos um ato no desfile de aniversário da cidade pra levar pra comunidade local os motivos da nossa greve (aliás, são eles, ajuste fiscal, cortes de verbas, precarização da educação pública e priorização da educação privada) Fomos pra Brasília na caravana nacional em defesa da educação pública e pudemos interagir com estudantes mobilizados de todo o Brasil. Até o fim da greve fomos os estudantes mais mobilizados entre as Universidades. Agora a greve acabou. O diretor prometeu que o R.U. abre dia 19 (que também é o dia marcado pra recomeçarem as aulas) e nós no DA já temos planos de organizar atividades culturais, artísticas, esportivas e políticas pra continuidade da nossa gestão, porque nós acreditamos que Universidade é muito mais que um curso de graduação (pós/mestrado, doc,etc). É um espaço público, pra todos terem a oportunidade de aprender sobre o que quiserem.
(Eu de camiseta vermelho escuro à direita)

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Sou poesia

Eu acho que eu sou poesia.
Meio narcísico né?
É que eu vejo beleza em tanta gente, de tantos jeitos que comecei a acreditar naquela frase. São meus olhos. Podem ser, se eu me conheço bem.
Não podem ser todos eles.
Todos os homens de Dread ou rastafari ou cabelo comprido. Todas as minas de Dread, rastafari, black, cabelo curto, comprido e colorido. O simples fato de ela não usar Maquiagem e vestir roupas meio masculinas, quase sempre usar o cabelo preso. Parece uma indiazinha. Ou usar um vestido com all star e ser linda. Linda. Linda.
Tatuagens. Tatuagens e piercings. E alargadores. Micro dermais.
Camisetas de super heróis por baixo de camisas xadrez. Ou algum logo de marca modificado, trocadilhos, seriados, bandas. Mesmo que eu não escute essa banda, você é lindo/linda usando essa camiseta.
Homens de saia. De vestido. Meninas de camisa, calça. Gente fora do padrão.
O "Paulixta" dos cariocas, o "guria" dos gaúchos, o "oxente" dos baianos, o "meo" os paulistanos.
Tudo me apaixona, o tempo todo. 
Não pense que é fácil
Ser poesia.

domingo, 13 de setembro de 2015

Você curte música Indie?


Olá meninos, olá meninas, como estão? espero que bem.
Vejam bem, através da universidade da faculdade, e quando eu digo universidade quero dizer universo de diversidade, eu comecei a ouvir Banda do Mar. E depois disso eu comecei  ouvir Los Hermanos. Um dia desses me peguei ouvindo A Banda Mais Bonita da Cidade. Descobri que eu amo musica indie. Então trouxe algumas das minha músicas favoritas das bandas Indie que eu escuto pra quem não conhece conhecer.







E pra qem gostar eu fiz uma playlist no spotify com Bandas Indie BR. enjoy!