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quinta-feira, 5 de março de 2015

Falei

Eu crio expectativas,
não cobro. 
Eu me decepciono, 
não culpo.
Estou lendo um livro da Bruna Vieira cheio de textos sentimentais e ótimas metáforas, percebi que eu não sou diferente de ninguém na hora de sentir. Eu sou na hora de agir.
Me preocupo demais com os outros e espero que sejam do mesmo jeito comigo, se não são eu não os culpo,  eu não reclamo, fui eu que criei aquela expectativazinha idiota; a culpa é minha. 
Uma das minhas melhores amigas me disse que eu pertenceria à facção Abnegação da trilogia Divergente. Eu disse que ficaria entre entre Abnegação e Amizade. Na verdade eu sou perfeitamente capaz de perder uma noite de sono muito necessária pra ajudar um completo desconhecido, só porque eu sou assim, me sinto na obrigação de ajudar pessoas, sei que as vezes 'estar ali' já significa muita coisa. Mas acho que abnegação é mais do que eu sou. Eu tenho vaidade, tenho meus sonhos, minhas ganancias. então acho que sou mais um caso de amizade pública. hahaha. Cá estou eu me definindo através de uma teoria de uma trilogia da qual eu não cheguei nem no segundo livro.
Eu fico observando as pessoas, me sinto tão forte, mas não, eu não sei demonstrar meus sentimentos. eu queria que eles soubessem. eu queria conseguir chorar no ombro dos meus amigos quando alguma coisa me deixa mal, eu queria conseguir admitir minhas fraquezas e tudo que me incomoda, mas eu não sei. Eu não sei admitir que a vida real é difícil pra mim também. 
Todos os meus desabafos vão em forma de metáforas pro twitter, ninguém entende e eu me sinto mais leve.
E eu acho que eu parei de escrever por medo de expor meus sentimentos também. não sei. pode ser

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